18 de abr. de 2025 - Por Judson Araújo
Foto: Leonor Calasans/IEA-USP
O diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Luiz Fernando Corrêa, prestou depoimento à PF (Polícia Federal) por cerca de 5 horas nesta 5ª feira (17.abr.2025). Ele chegou em um Honda Civic preto pela garagem do edifício, na Asa Norte, no Plano Piloto de Brasília, às 14h49. Saiu só às 19h46.
Corrêa foi intimado pela corporação para prestar depoimento em 2 inquéritos. Um investiga se a sua gestão, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atrapalhou a investigação que apura a existência da “Abin Paralela”. A convocação pretende esclarecer as atividades do órgão durante e depois da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (2018-2022).
Outro assunto discutido foi o conhecimento e a possível autorização da gestão atual da Abin de atividades de monitoramento de autoridades do Paraguai. O Ministério Público do país vizinho abriu um processo criminal em abril deste ano para investigar uma suspeita de espionagem digital realizada pelo órgão brasileiro.
Os depoimentos à PF encerraram às 22h30. Depois da saída de Corrêa, o ex-diretor adjunto da Abin Alessandro Moretti, que foi demitido do cargo em janeiro de 2024, continuou na sede da corporação.
Procurada pelo Poder360, a Polícia Federal não se manifestou sobre os depoimentos. Também disse que não divulgará nenhum detalhe do encontro.
“ABIN PARALELA”
Relatório da PF divulgado em julho de 2024 mostrou que a “Abin paralela”, grupo suspeito de usar estrutura da agência para espionar adversários políticos durante o governo Bolsonaro, monitorou ministros da cúpula do STF (Supremo Tribunal Federal), congressistas como o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, além de jornalistas.
Segundo investigações da Polícia Federal, o grupo teria sido coordenado pelo então diretor-geral da Abin, deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). O grupo teria usado o software espião “First Mile”, capaz de monitorar a geolocalização de celulares sem autorização judicial.
Eis alguns dos monitorados pela “Abin paralela”, segundo a PF:
Judiciário:
Legislativo:
Outros alvos:
Poder 360
Fonte: Blog do BG
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