21 de jun. de 2013 - Por bruno

Foto Facebook de Gerson de Castro
O Jornalista Gerson de Castro, companheiro e parceiro no inicio de vida do BG, postou no seu Facebook um texto que reproduzimos abaixo por ter sido exatamente o que assistimos ontem durante o movimento por mais melhorias no Brasil e principalmente no RN. Gerson foi perfeito. Segue o texto:
Acompanhei, como jornalista e com olhos de cidadão, a manifestação de protesto dos natalenses por serviços públicos de qualidade, contra a corrupção e muitos outros temas que causam indignação e revolta.
Não vi apenas uma manifestação. Vi duas.
Uma que começou marcada pelo som de apitos e palavras de ordem como “sem violência”, “sem vandalismo” e “sou brasileiro”. Vi muita gente orgulhosa de poder exercer, na rua, o direito à livre manifestação e à liberdade de expressão.
Vi gente de cara pintada, vestindo bandeiras, portando cartazes, usando o bom humor para exercer o democrático e sagrado direito à crítica.
Vi gente acompanhada dos filhos, da mulher, da namorada. Vi gente que saiu às ruas na campanha das “Diretas Já!”, gente que lutou contra Collor.
Vi a Democracia viva nas ruas, se esparramando pacificamente uma avenida larga, de duas pistas, apesar da ordem judicial em contrário.
Essa manifestação causou emoção e orgulho ao cidadão que eu sou e que o jornalismo ajudou a criar.
Mas eu vi outra manifestação deplorável, insana, feia, antidemocrática.
A manifestação de uma minoria dos inconseqüentes, dos insensatos, dos que não dão valor à Democracia.
Vi gente jogar bomba dentro de uma escola, vi gente arremessar pedra para quebrar vidraça de uma lanchonete, onde famílias estavam reunidas.
Mais à frente, a marcha se desfez. Os que saíram às ruas apenas para protestar foram deixando o local. Ficaram os insensatos, os que querem respeito mas não respeitam nem toleram o direito dos outros.
Portas de vidros de um shopping foram quebradas, a bandeira brasileira de um supermercado arrancada, agências bancárias depredadas e um carro de reportagem destruído.
Valores como respeito, propriedade privada, direito de ir e vir e liberdade de imprensa, de expressão e de opinião, nada valem para essa gente.
A primeira marcha, majoritária, silenciosa, precisa ser respeitada, elogiada.
A segunda marcha, a dos inconseqüentes, deve ser deplorada, criticada, repudiada.
E não é verdade, como apregoam alguns, que a simples presença da polícia é deflagradora de violência. Mentira! Falácia!
A Polícia não estava presente e acompanhou de longe, respeitosa, a manifestação democrática.
Sou crítico e combato com veemência e sem meias palavras a violência policial.
Por isso, fico muito à vontade para dizer que a polícia deve, sim, acompanhar e respeitar as manifestações democráticas.
Mas deve, com firmeza e sem excessos, combater os delinqüentes, os insanos, os inconseqüentes.
O uso da força policial para os praticantes de vandalismo é legal e não tem nada de antidemocrático.
Para as manifestações livres e democráticas, a sociedade exige respeito.
E por causa desse mesmo respeito, a minoria insana deve ser contida, punida, afastada das ruas.
Porque a Democracia implica direitos e deveres
Saudemos os que tem coragem de ir às ruas e exercer o direito à livre e pacífica manifestação. Eles ajudam a construir a Democracia.
E deploremos os atos dos insanos, delinquentes e inconsequentes.
Porque, como diriam os Titãs, uma das mais irreverentes e talentosas bandas de rock de nossa história: “Polícia para quem precisa de polícia”
Fonte: Blog do BG
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