17 de nov. de 2015 - Por bruno
Nesta quinta-feira, dia 19, a banda carioca Pietá volta a Natal para o show de lançamento de seu primeiro CD: “Leve o que quiser”. O espetáculo traz um repertório autoral, novo e dinâmico que explora a multiplicidade da música brasileira e ainda algumas releituras de clássicos que costuram o repertório e representam grandes referências para o trabalho – como “O Ronco da Cuíca”, de João Bosco e Aldir Blanc. A apresentação será às 20h30 no Teatro Riachuelo.
O show revela o empenho da banda em exaltar a nova produção de música brasileira, que nos cerca e aninha, e de torná-la acessível a um maior número de pessoas. E o trio não está sozinho. A formação pequena e a variedade de elementos rítmicos no repertório promovem um espaço propício à contribuição de outros artistas e ao convite de novas sonoridades. Além de Frederico Demarca, Juliana Linhares e Rafael Lorga, a banda vai contar com os sopros de Joana Queiroz e Marcelo Cebukin, o contrabaixo de Marcelo Muller e as percussões de Renato Paquet. Além dos músicos convidados, o show conta com as projeções de Lucas Canavarro e a colaboração do performer e diretor teatral Caio Riscado, além de muitas outras surpresas.
A noite terá as participações especiais de Khrystal e Simona Talma. Os ingressos estão à venda na bilheteria do Teatro Riachuelo, Televendas e no site www.ingressorapido.com.br. O show é uma realização da Guria Produtora em parceria com a banda. Mais informações: (84) 3026-3232.
Serviço:
Lançamento CD “Leve o que quiser” Pietá:
Dia: 19 de novembro (quinta-feira:
Local: Teatro Riachuelo
Horário: 20h30
Vendas: Bilheteria do Teatro Riachuelo
Vendas online: www.ingressorapido.com.br.
Valor: R$ 60,00
Realização: Guria Produtora em parceria com a banda
Informações: (84) 3026-3232.
Mais sobre Pietá e “Leve o que quiser”:
Surgida no quintal de uma casa em Santa Teresa, onde se deram as primeiras apresentações da banda, o grupo Pietá chega agora ao primeiro disco, “Leve o que quiser” – disponível em www.bandapieta.com -, com uma trajetória representativa. Há três anos circulando por palcos do Rio de Janeiro e de Natal (RN) – onde nasceu a vocalista do grupo -, o trio composto por Frederico Demarca, Rafael Lorga e Juliana Linhares acumula apresentações esgotadas, premiações (foram aclamados pelo júri e pelo público, no palco do Circo Voador, como melhor banda no WebFestWalda 2014, quando Juliana ainda levou o prêmio de melhor cantora) e elogios de artistas como CHICO CÉSAR que, fã declarado do grupo, participou da faixa que dá nome ao álbum.
Indo na direção contrária das experimentações eletrônicas tão exploradas por artistas contemporâneos, “Leve O Que Quiser” – financiado coletivamente por quase 350 fãs do grupo – se destaca pelo apuro estético das harmonias e dos arranjos do trio, trazendo provocações rítmicas e melódicas ao longo de suas dez faixas. Ancorados no canto de JULIANA LINHARES, cantora e atriz apontada como uma das grandes vozes da nova geração, a banda conjuga a tradição e o popular em dez composições próprias. FREDERICO DEMARCA – compositor já gravado por Paula Santoro, Marília Schanuell, Daíra Sabóia – assina seis das nove canções do disco, dentre elas uma faixa oculta ao fim do repertório, a única não interpretada por Juliana. Ora sozinho, ora em parceria com nomes como Marcelo Fedrá, Renato Frazão e Thiago Thiago de Mello, o jovem compositor percorre momentos distintos do cancioneiro popular com a soltura e a força de um estreante.
Já RAFAEL LORGA – violonista e percussionista que já tocou com Danilo Caymmi, Zé Renato, e que integrou a banda de Claudio Nucci – é responsável por outras três composições, todas em parceria com Elvis Marlon e Elisa Ottoni. As trocas e encontros norteiam o álbum. Chico César gravou voz na faixa que dá nome ao disco, travando delicioso papo com Juliana Linhares. Já CARLOS MALTA esteve presente em “Justino”, e CLAUDIO NUCCI emprestou voz e violão em “Matador”. Além das participações especiais, o disco foi todo gravado com o suporte dos sopros de Joana Queiroz e Marcelo Cebukin, o contrabaixo de Marcelo Muller, o violino de Ayran Nicodemo e as percussões de Renato Paquet.
A festa se completa num coro coletivo entre amigos: são de Júlia Vargas, Chico Chico, Geraldo Junior, Natasha Llerena, Juliana Sinimbú, Andre Muato, Gabriel Povoas algumas das vozes que finalizam “A Vingança de Cunhã”. A potência do trio ganha ainda frequências e timbres que compõem uma gama sonora particular e complexa. A cozinha é de pandeiros, cajons, congas e contrabaixo. Clarinetes, saxofones, flautas e pífanos são sopros presentes e intensos ao longo da audição. É possível perceber ainda uma frequente conversa do violão de Frederico Demarca com a rabeca de Beto Lemos e o violino de Ayran Nicodemo. Um trabalho corajoso, de longas introduções e sessões instrumentais e letras que passeiam por temáticas que contam o Brasil, seja pelo viés regional e folclórico, seja pelo político, onde o amor é tratado de forma delicada, ora quase ingênuo, ora amadurecido.
Futuro e passado se intercalam como lugares de esperança e de segurança, dialogando com o que musicalmente o disco, por fim, propõe: um olhar para o agora, ancorado na tradição, mas com o futuro nas mãos. Referenciando a canção brasileira – e não propriamente a reverenciando -, o grupo apresenta no seu disco de estreia um trabalho marcante e um percurso dramatúrgico que passeia do regional nordestino ao samba carioca, atravessando um mundo de possíveis “Brasis”, marcado principalmente por fronteiras diluídas e embalos polifônicos. Um convite à musica e à poesia. A casa é sua, leve o que quiser.
Fonte: Blog do BG
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