24 de abr. de 2016 - Por bruno

É difícil escrever um texto que vai de encontro ao pensamento de muitos, mas coragem nunca me faltou e nunca vai me faltar.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira venceu uma eleição para presidente da casa que já tinha vencedor antecipado, o também deputado Ricardo Motta.
Motta já vinha no comando da casa há quatro anos, mudou inclusive as regras da reeleição para assegurar a continuidade na metade do mandato e na mudança de legislatura e já tinha como certa a permanência no cargo com apoio de uma bancada fiel.
Ezequiel, não concordando com a continuidade, conseguiu aglutinar ao seu redor apoios de deputados novos. Os mais jovens da casa e os recém eleitos, descontentes com o andamento, viam no deputado a esperança de novos tempos na casa do povo potiguar.
Em apenas 30 dias, o quadro na AL mudou. Ricardo Mota, até então imbatível, perdeu a eleição que até o “tapetão” foi chamado para participar por meio de manobras jurídicas.
Ezequiel teve alguns apoios decisivos no processo e na costura, lógico, entre eles destacamos dos deputados Galeno Torquato, atual primeiro-secretário da casa, do atual vice-governador Fábio Dantas, e do deputado federal Fábio Faria.
Passada a eleição, em quase 16 meses de mandato como presidente, Ezequiel não sabe o que é calmaria.
Sentado na cadeira de presidente, implementou uma reforma administrativa, colocou em pratica o planejamento estratégico, devolveu prédios alugados e deu fim à aberração que eram funcionários receberem através de cheques-salário, esse o ingrediente principal do escândalo da chamada Operação Dama de Espadas, começou a convocar finalmente os concursados e teve que ter a coragem de colocar no mundo o novo portal da transparência da casa, portal esse que mostrou à sociedade potiguar um numero exorbitante e impressionante de “só” quase 3 mil cargos comissionados na casa e a possibilidade de existiram funcionários fantasmas, processo esse que anda em investigação.
Em 60 dias após a instalação do portal que virou exemplo até para recomendação do Ministério Público, o presidente conseguiu reduzir em 36% a quantidade de cargos comissionas, reduzindo em 930. É suficiente? Acredito que não, ainda pode reduzir razoavelmente a quantidade, Ezequiel também deixou claro na entrevista concedida à Tribuna do Norte deste domingo que vai executar imediatamente a sentença judicial em relação aos famosos cargos que foram efetivados sem concurso público na casa. Se a justiça determinar, a redução será imediata. A decisão será cumprida.
Não resta outro caminho para o deputado com base em Currais Novos na condução da casa que não seja esse, e a população com essas medidas finalmente pode ver uma mudança de rumo e ter esperança em resultados que realmente sejam o razoáveis e contemplem os anseios por moralidade na gestão pública.
Concordem ou não, Ezequiel tem praticado a boa política e feito uma gestão correta e pró-ativa à frente da Assembleia do RN.
Fonte: Blog do BG
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