01 de ago. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Ao discurso se recorre nas horas mais adversas que um governante possa imaginar. À palavra se recorre para comemorar e se lamuriar, sobretudo em política, onde o dito termina por não dito e promessas são frequentemente descumpridas.
Em crise diante da sociedade e dos poderes constituídos, o Governo do Rio Grande do Norte deu hoje mais uma demonstração inequívoca de como as palavras são jogadas ao vento com naturalidade incomum.
Entre fevereiro e julho, ao Rio Grande do Norte foram apresentadas duas perspectivas financeira, pinceladas ao sabor da governadora Rosalba Ciarlini, que apareceu para prometer o que não vai cumprir, mas empurrou um secretário para falar em seu lugar na hora do aperto.
Quem padecer de memória curta é só clicar aqui para ver a mensagem anual da governadora à Assembleia Legislativa no início do ano. Lá, ela desenhou um Rio Grande do Norte que nunca vai sair da mensagem, pelo menos não em seu governo. Foi nesse texto que a governadora prometeu revolucionar educação, saúde, saneamento, investimentos em mão de obra etc etc etc.
De lá para cá? Ah, a crise…
Do dia para a noite, as promessas ruíram e foram reduzidas ao que realmente significavam: nada.
A pretexto de apresentar uma justificativa, a governadora empurra um auxiliar, Obery Rodrigues, para que ele seja alvejado publicamente por questionamentos sobre a crise entre os poderes e para que ele passe recibo aos demais ordenando os cortes.
A crise financeira não aconteceu repentinamente. É resultado do acúmulo de meses de má gestão deste e do governo passado. Erros que agora são potencializados diante de uma gestão sem capacidade de articular soluções, sem capacidade de ouvir interlocutores antes de agir.
O resultado é que o maior credor agora do estado é o maior caloteiro. O governo do RN tem pendências com vários fornecedores, não de agora, mas de muito tempo, que tiveram a vida prejudicada, alguns inclusives com serias dificuldades financeira. Para esses, não ouvimos uma palavra sequer do governo.
Apesar de serem necessárias, as medidas de austeridade se apresentam como paliativo para um quadro de crise que se anunciava. O governo nãos se preparou, o que não é surpresa alguma considerando a clara falta de planejamento dessa gestão.
Nos últimos anos, não temos um único projeto nesse estado que tragam divisas para o Ereeeeennneeee, agora conchavos políticos, esses todos os dias assistimos.
Viva os Potiguares desassistidos de tudo…
Fonte: Blog do BG
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