23 de nov. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
O Rio de Janeiro afundou numa crise sem precedentes. O Rio Grande do Sul acaba de decretar calamidade financeira. O Distrito Federal está à beira da falência.
O Mato Grosso, de acordo com o próprio governador Pedro Taques, após deixar reunião no Palácio do Planalto, já vivencia uma situação em que o Poder Público decide quem sobrevive e quem morre no Estado, porque simplesmente não há recursos suficientes para investir em saúde pública. “Os governadores estão com a corda no pescoço”, declarou Taques ao jornalista Josias de Souza.
E o Rio Grande do Norte?
Apesar de todas as medidas financeiras e administradas já adotadas, consultorias e auditorias na folha a crise continua. E vai continuar.
Com os recursos cada vez mais escassos, a prioridade tem sido o pagamento do funcionalismo.
Deixa-se de pagar fornecedores, diárias para pagar salários, deixa-se de pagar outras despesas de custeio da máquina governamental para não aumentar ainda mais o atraso do pagamento dos salários dos servidores.
A duras penas, o Governo do Estado vai concluir o pagamento da folha salarial de outubro. E poderá é deverá pagar os meses de novembro, dezembro e décimo terceiro. Para isso, usará os recursos oriundos da repatriação dos recursos depositados por brasileiros em contas no Exterior. Primeiro, foram os recursos dos impostos, depois virão os das multas.
Para ajudar no fluxo de caixa, entrará também o dinheiro do Refis recém-aprovado pela Assembleia Legislativa.
Em 2015, o Estado conseguiu pagar os salários graças aos saques no Fundo Financeiro (Funfir). Em 2016, cortou gastos, reduziu despesas em vários setores e graças à repatriação dos recursos do Exterior e ao Refis vai conseguir chegar ao final do ano.
E como será 2017?
O esforço do governo e do governador são visíveis. Não se discute o otimismo, a disposição ao diálogo com os servidores e a força de trabalho.
Mas é hora de se questionar a oportunidade e a necessidade de adoção de medidas amargas.
Não há perspectivas otimistas para 2017.
Os salários, proventos e pensões, mesmo com atraso, estão sendo pagos. Mas, até quando?
Os fornecedores já não recebem há muito tempo. Serviços públicos estão sendo prejudicados por falta de material, por problemas financeiros, por falta de pagamento.
Para completar o cenário totalmente adverso, o Estado enfrenta o quinto ano de uma seca prolongada que consumiu rapidamente praticamente todos os principais mananciais do litoral, do agreste e do sertão.
Não está na hora de substituir um certo tom de otimismo pela adoção de medidas amargas, que possam evitar que o Estado entre em definitivo em situação de calamidade financeira?
A situação de estados bem mais ricos e desenvolvidos como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Mato Grosso mostra que não há mais tempo para se adiar decisões urgentes, mesmo que impopulares.
O remédio amargo de hoje pode ser a melhoria de amanhã.
Se o Rio Grande do Norte quer evitar o colapso total amanhã a hora de agir é agora.
Fonte: Blog do BG
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