09 de mai. de 2016 - Por bruno

Foto GloboEsporte.com
O encerramento de um campeonato estadual de futebol, como ocorre com qualquer outra competição de alto nível, evidencia acertos e erros. Produz alegrias do lado de quem conquista e mágoas e tristeza do lado de quem perde. Restam, ao final, vencedores e vencidos, ganhadores e derrotados.
São, portanto, naturais e compreensíveis as reações de extrema alegria de um lado, com as conquistas e as de raiva e incompreensão do lado de quem sofreu derrotas.
Mas há limites para tudo.
Desde a tarde de sábado, o presidente do América Futebol Clube, Beto Santos, tem sido alvo de reações iradas e até insanas por parte de torcedores alvirrubros, chegou quase a ser agredido fisicamente no Estádio Frasqueirão.
Houve quem, de forma absurda e desmedida, defendesse, nas redes sociais, o fuzilamento do presidente do clube da avenida Rodrigues Alves.
É bom lembrar que Beto Santos não foi condenado a ser presidente do clube. Ele está lá porque desejou ser presidente. Escolheu ser dirigente do clube do seu coração. E os seus pares o fizeram presidente.
Erros acontecem. De avaliação, de contratação, de escalação.
Mas estes erros não justificam reações extremadas que beiram a insanidade.
Se os resultados obtidos pela gestão do América no campo de futebol não foram bons, se a gestão se comunicou mal, tudo isso pode ser superado mais adiante.
Mas as reações violentas não vão ajudar em nada. Muito pelo contrário.
Elas ajudam a afastar as pessoas dos estádios.
Torcedor não pode existir apenas para cobrar resultados. Torcedor não pode ser aquele que acha que tem a fórmula da boa administração, da melhor contratação e da melhor escalação. E muitas vezes sequer é sócio do clube.
É preciso apoiar o clube na hora boa e na hora ruim.
Cobranças podem e devem ser feitas, mas na hora devida. Sem incitamento à violência.
Os extremistas deveriam pensar duas vezes antes de falar.
E se de nada adiantar o alerta, seria bom que estes extremistas apaixonados dessem uma olhadinha no que aconteceu, neste domingo, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, ao final do jogo entre CRB e CSA.
O quase massacre de torcedores pela torcida rival vai se tornar uma uma página de triste memória no futebol alagoano e brasileiro.
Que tal pensar um pouco antes de falar e agir?
Seria um ótimo começo.
Por essas e outras que cada dia que passa menos pessoas serias querem assumir o comando de clubes no Brasil.
Só existe uma via, da cobrança, da ingratidão e da condenação, e muitos desses que cobram sequer vão aos estádios.
Fonte: Blog do BG
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