28 de jul. de 2026 - Por Alessandra Bernardo
Foto: Ricardo Stuckert/PR
O jornal O Estado de S. Paulo publicou um editorial em que critica o aumento dos gastos da Presidência da República com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026.
Segundo o jornal, foram desembolsados R$ 255,3 milhões no período, o maior valor para um primeiro semestre em pelo menos 17 anos.
Na avaliação do editorial, o crescimento das despesas em ano eleitoral levanta dúvidas sobre a separação entre a comunicação de interesse público e a promoção institucional do governo.
O texto cita, entre as campanhas de maior destaque, a divulgação da proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
O editorial também observa que o debate não se restringe ao atual governo. Segundo o jornal, diferentes administrações recorreram à publicidade oficial para ampliar sua presença no debate público, motivo pelo qual defende regras mais rígidas para limitar esse tipo de gasto durante anos eleitorais.
Outro ponto abordado é a mudança na legislação eleitoral, que passou a limitar os empenhos com publicidade oficial, e não os pagamentos efetivamente realizados.
Especialistas citados pelo jornal defendem que o controle deveria considerar os valores efetivamente pagos ou liquidados, por refletirem a publicidade que chega ao cidadão.
Ao final, o Estadão sustenta que a comunicação institucional deve servir para informar a população sobre serviços e políticas públicas, e não para conferir vantagem eleitoral ao governante que ocupa o cargo.
Fonte: Blog do BG
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