30 de ago. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
Se não tem grandes soluções para a mobilidade urbana, a Prefeitura do Natal tem pelo menos mobilidade de opinião.
Haja mudança para um assunto que deveria ter um tratamento sério e permanente por parte da administração municipal.
Mas tanta flexibilidade não deve ser surpresa para ninguém.
O advogado, ex-deputado estadual e ex-secretário de Justiça e Cidadania Carlos Eduardo Alves vai completar, em dezembro, dez anos como administrador da capital potiguar. Missão que assumiu em 2002 e que teve como intervalo o período de 2009 a 2012.
Além do mandato de dois anos e oito meses que herdou de Wilma de Faria quando esta renunciou ao cargo para ser candidata ao governo, Carlos Eduardo já conquistou mais dois e agora é candidato à nova reeleição.
DEZ ANOS
E neste tempo todo o prefeito de Natal não conseguiu realizar a licitação dos transportes públicos. Prometeu fazer em todas as gestões e não cumpriu. Os empresários que atuam no setor continuam descontentes. A população ainda mais. E nada de Natal ganhar um sistema de transporte organizado, legal e controlado pelo Poder Público.
E nestes dez anos a gestão do prefeito não apresentou uma solução definitiva para a mobilidade urbana da capital.
Alguns binários e a avenida Bernardo Vieira, um corredor que desde seu início exibe a contradição de ter semáforos demais, alguns deles separados por menos de 200 metros.
E para completar a “mobilidade” de opinião, veio o episódio da implantação do Uber em Natal.
Motoristas foram perseguidos e ameaçados, passageiros constrangidos e o caso foi parar numa delegacia de polícia.
E a STTU, a Secretaria que deveria apresentar soluções de Mobilidade Urbana, e que nestes dez anos foi administrada pela mesma pessoa, tratou de apreender os carros do serviço Uber.
E não é que o prefeito decidiu desautorizar a STTU e, certamente temendo o desgaste eleitoral, transferiu para depois da campanha a discussão sobre o novo modelo de transporte de passageiros.
Em Natal, sobra “mobilidade” de opinião.
E continua faltando mobilidade urbana, com soluções permanentes, definitivas, de verdade, que beneficiem toda a população e não beneficiem apenas alguns.
Fonte: Blog do BG
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