07 de jan. de 2020 - Por rodrigomatoso
Foto: Joana Lima
Sete de janeiro. Dia seguinte ao Dia dos Santos Reis. E nada mudou.
Os políticos com atuação em Natal fizeram questão de distribuir, por intermédio de suas respectivas assessorias, releases em que anunciam, em texto e imagem, sua presença na tradicional Festa dos Santos Reis, padroeiro do bairro do mesmo nome, encravado entre o bairro das Rocas, o rio Potengi e a praia do Forte.
Santos Reis continua o mesmo. Os problemas de saúde, educação, funcionamento de escolas e creches também. Há buracos nas ruas e esgoto a céu aberto. Pra não falar do velho problema da violência.
Os políticos também continuam os mesmos. Muitos fazem questão de participar e – mais do que isso – registrar a presença na procissão de encerramento da festa. Mas, com certeza, alguns se perderiam por lá ou teriam dificuldade de chegar, tamanho é o desconhecimento do bairro e de seus problemas.
Se é fácil chegar e participar da procissão que encerra a festa dos Santos Reis, difícil parece ser a vontade de ajudar a resolver os problemas. E o que parece ser sinal de religiosidade ganha um forte cheiro de oportunismo. Falta óleo de peroba.
Dentro e ao redor do bairro de Santos Reis, os problemas se acumulam. Temos o Forte dos Reis Magos, o mais antigo dos nossos monumentos históricos, fechado. O Hotel dos Reis Magos se desintegrando com o tempo. Dois prédios que contam a história de descaso e de abandono que muitos gestores públicos ajudaram a escrever ao longo de décadas.
Pobre Santos Reis.
Se Belchior, Baltazar e Gaspar imaginassem o que iria acontecer com a cidade que os escolheu como padroeiros teriam evitado a fundação da Fortaleza no seu dia, o 6 de janeiro de 1598.
Não seria melhor Natal escolher como padroeiros os santos que cuidam das causas urgentes e impossíveis?
Pobre NATAL.
Fonte: Blog do BG
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