10 de out. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
A decisão do Supremo Tribunal Federal de declarar inconstitucional a prática da vaquejada atinge muito mais do que uma tradição secular da região Nordeste. É um atentado contra uma atividade econômica que reúne centenas de milhares de pessoas, entre empregos diretos e indiretos.
Os ministros da Suprema Corte brasileira tem todo o direito de se pronunciar sobre o assunto. Mas o STF não poderia ir tão longe a ponto de jogar na clandestinidade e tornar criminosa uma atividade que vinha se aprimorando.
Por conta das críticas de maus tratos dos animais, as vaquejadas vem sendo aprimoradas. Passou-se a usar rabo de boi artificial, proibiu-se o uso de chicotes, animais com alguma lesão não podem correr.
Não se deve menosprezar as críticas das associações de proteção aos animais. Mas para garantir que não haveria maus tratos a saída era produzir uma legislação que estabeleça regras e sanções. Nunca transformar em clandestina uma atividade que é tradicional, feita à luz do dia, amplamente divulgada, que gera emprego e renda.
O erro de julgamento foi cometido. Cabe agora a correção. O Poder Legislativo, de onde deve emanar as leis, deve essa correção ao povo nordestino. Antes que se passe a ver como bandidas pessoas que praticam e exploram uma atividade esportiva como muitas outras.
Outra coisa que chama atenção desse blogueiro, porque só o Nordeste é atingido por essas decisões? Porque não proibir tantas atividades esportivas no Brasil que também tem animal no meio?
Para uma região que já está devastada pela pior seca da história, a possibilidade do fim da vaquejada é para tirar do mapa nosso sertão castigado.
Fonte: Blog do BG
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