Na arguição, a defesa pede a retirada de Moraes das investigações de forma liminar, ou seja, antes da análise do mérito. Além disso, sustenta que o inquérito seja arquivado, com nulidade de todos os atos praticados no contexto das investigações.
A reportagem procurou o gabinete de Moraes para um posicionamento, e o ministro não vai se manifestar.
Entenda o caso
Moraes decidiu abrir, na última semana, um inquérito para apurar o vazamento de mensagens dele com assessores. O ministro tomou a decisão em função de matérias publicadas na imprensa que afirmam que o gabinete dele no STF deu ordens por aplicativos de mensagens e de forma não oficial para que fossem produzidos relatórios pela Justiça Eleitoral que embasassem decisões do próprio Moraes contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo durante e após as eleições de 2022.
Um dos primeiros procedimentos do inquérito foi o depoimento do ex-chefe da AEED (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Eduardo Tagliaferro. Ele foi intimado pela Polícia Federal por ordem de Moraes.
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Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF


