19 de mai. de 2017 - Por bruno
Foto: (Dolly/Divulgação)
A Ragi Refrigerantes, fabricante das bebidas da marca Dolly, estão sendo investigadas por sonegação de impostos. A empresa é alvo da Operação Clone, da Secretaria da Fazenda de São Paulo.
As empresas do grupo “são suspeitas de inadimplência fraudulenta do ICMS, embaraço de fiscalização e organização de fraude fiscal estruturada”. O grupo tem cerca de R$ 2 bilhões em dívidas no ICMS e já recebeu autos de infração de valores milionários.
Segundo comunicado da Secretaria, as empresas do grupo têm deixado de responder a inúmeros comunicados desde o ano passado e jamais receberam fiscais da pasta para esclarecimentos.
Os agentes da Secretaria investigaram seis instalações da companhia: três em Diadema, uma em Tatuí e em dois escritórios na capital paulista.
Nos últimos anos, a companhia teve sua inscrição estadual cassada pelo Fisco e foi impedida de funcionar. No entanto, “há indícios de que elas ainda hoje continuam operando irregularmente, sem inscrição estadual, mediante estabelecimentos localizados em outras regiões para simular operações com refrigerantes e sucos”, diz nota.
Em nota, a Dolly disse que não praticou nem compactua com qualquer tipo de sonegação fiscal.
Ela afirma ter sido vítima de seu escritório contábil, que durante anos, omitiu do Fisco dados importantes, o que gerou desfalque milionário com falsificação de sentenças, fraude de guias e documentos.
Segundo ela, um dos sócios do escritório contábil já prestou depoimento a favor da Dolly ao Ministério Público e Polícia Federal, assumindo o desvio do dinheiro que seria destinado ao pagamento dos impostos.
A Dolly diz ainda que “quer esclarecer o mais rápido todos esses fatos, contribuir com as investigações e provar sua inocência”.
Nota de esclarecimento
Em referência à Operação “Clone”, deflagrada no dia de hoje, a marca Dolly comunica que não praticou, tampouco compactua com qualquer tipo de sonegação fiscal.
Todas as informações fornecidas, tanto pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, quanto pela Procuradoria Geral do Estado, referente a valores de tributos devidos e não recolhidos ao Fisco, se dá pela falta de informação referente a obrigações acessórias na base da Fazenda.
Esta informação, intencionalmente, não foi fornecida porque a empresa foi vítima de seu escritório contábil , que durante anos, omitiu do Fisco esses dados provocando um desfalque milionário com falsificação de sentenças, fraude de guias e documentais.
Um dos sócios do escritório contábil, inclusive, já prestou depoimento a favor da Dolly ao Ministério Público e Polícia Federal em processo negociação através do instrumento de delação, assumindo o desvio do dinheiro que seria destinado ao pagamento dos impostos.
A Dolly quer esclarecer o mais rápido todos esses fatos, contribuir com as investigações e provar sua inocência .
Exame
Fonte: Blog do BG
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