22 de ago. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, está oferecendo à Justiça Federal do Paraná para fazer um depoimento em regime de delação premiada, quando falaria tudo o que sabe sobre contratos com a Petrobras. Nesta sexta-feira, Paulo Roberto Costa se reuniu com a advogada Beatriz Lessa da Fonseca Catta Preta na sede Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso, e a acertou que vai encaminhar o pedido formalmente.
A advogada Beatriz Catta Preta é especialista em delação premiada. O GLOBO não conseguiu falar com ela no escritório e nem em sua casa. A decisão descontentou o atual advogado de Paulo Roberto Costa, Nélio Machado, que soube da decisão nesta sexta-feira.
— Não concordo com a decisão da delação premiada e por isso pretendo deixar a causa. Afinal, ontem (quinta-feira) ainda impetrei habeas corpus pedindo a libertação do meu cliente e acredito que não cometeu nenhum crime e por isso não posso concordar com a delação premiada — disse Nélio Machado ao GLOBO.
Com a delação premiada, Paulo Roberto Costa pode negociar redução de pena e até pedir que seus parentes, como filhas e genros, não sejam envolvidos nos processos que ele responde. O ex-diretor da Petrobras percebeu que pelo encaminhamento das ações contra ele, dificilmente deixará de ter pesadas condenações. Ele estaria disposto a falar tudo o que sabe, o que deve envolver outros dirigentes da Petrobras e também de políticos que teriam se beneficiado pelo esquema que ele montou.
Além de Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef também está indiciado no esquema que movimentou mais de R$ 10 bilhões.
O GLOBO
Fonte: Blog do BG
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