27 de mar. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
Em meio à crise energética e os gastos com o socorro ao setor elétrico, o Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira que o governo central, composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um déficit primário de R$ 3,1 bilhões em fevereiro.
O resultado é bem inferior ao registrado em janeiro, quando a equipe econômica conseguiu realizar um superávit primário (economia para pagar juros da dívida) de R$ 13 bilhões. Já no acumulado do ano, o esforço fiscal do governo central soma R$ 9,9 bilhões, o que representa uma queda de quase 50% em relação ao mesmo período no ano passado. O resultado do primeiro bimestre é o pior desde 2009.
Segundo o relatório, as receitas acumuladas em 2014 somam R$ 168,3 bilhões. Isso equivale a um crescimento de 7,3% em relação ao ano passado. Já as despesas estão em R$ 158,5 bilhões, com uma elevação bem mais forte — de 15,5% sobre 2013.
As despesas com custeio chegaram a R$ 34,4 bilhões até fevereiro, subindo 31,7%. Somente os gastos do Tesouro com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que subsidia a desoneração das contas de luz e o uso de energia térmica no país, já somam de R$ 1,051 bilhão no período. Já os investimentos somaram R$ 15,1 bilhões no bimestre, com alta de 22,7% sobre o ano passado.
No ano, os gastos com benefícios previdenciários somam R$ 57 bilhões, o que significa uma alta de 7,7% em relação a 2013. Já os desembolsos com pessoal e encargos sociais estão em R$ 35,6 bilhões, com crescimento de 13,5% sobre o ano anterior.
O GLOBO
Fonte: Blog do BG
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