17 de jun. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
A empresária Cintya Delfino, que fundou e dirigiu por 17 anos a construtora Delphi Engenharia S/A, empresa cujo controle acionário foi recentemente repassado ao grupo cearense BSPAR Incorporações Ltda., ingressou com Ação Cautelar – em curso na 9ª. Vara Cível da Comarca de Natal – acusando dirigentes e executivos do comprador da prática de “gestão fraudulenta”, “improbidade, ilegalidade e deslealdade”, atos que teriam resultado na “dilapidação da marca Delphi em favorecimento à BSPAR e demais empresas a ela coligadas”.
O processo tomou o número 0118340-14.2013.8.20.0001 e já resultou, dia 12 último, na concessão de liminar pelo juiz de direito Marcus Vinicius de Albuquerque Barreto, determinando o seguinte: “que os réus se abstenham de associar a imagem da Delphi à BSPAR através de toda e qualquer forma de divulgação”; que seja, no prazo de 15 dias, restabelecida a identidade visual da Delphi na sede da empresa, stands de vendas, empreendimentos e terrenos que compõem o seu ‘land bank’; e que o grupo BSPAR, no mesmo prazo, apresente relatório detalhado acerca da atual composição das sociedades de propósito específico (SPEs) constituídas entre a Delphi e outros parceiros.
Nominalmente, são citados como réus na ação as pessoas – físicas ou jurídicas – de Eduardo Meneleu Fiuza, Jorge Alberto Vieira Studart Gomes (Beto Studart), BSPAR Incorporações Ltda., Fábio Gomes de Albuquerque, Marcelo de Fiuza Miranda, Renata Paula de Medeiros Santiago, Alfredo Dias da Cruz Neto, Hanelore Hoppe e Francisca Vanimayre de Carvalho.
Deixaram de ser atendidos liminarmente pelo juiz os pedidos de afastamento imediato dos atuais administradores da Delphi e da BSPAR, e de decretação de intervenção judicial, com nomeação de interventores, para as duas empresas.
Também deixou de ser atendido o pedido para que o réu Eduardo Fiuza (administrador da Delphi) impeça a presença na empresa de pessoas ligadas à BSPAR, assim como do acesso delas a informações e aos trabalhos da construtora.
Informações extraoficiais dão conta de que, comprovadas as acusações de gestão fraudulenta, a empresária Cintya Delfino pleiteará indenizações por danos morais e materiais da ordem de R$ 50 milhões
Coluna de Marco Aurélio de Sá de hoje(17/06) no Jornal de Hoje
Fonte: Blog do BG
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