30 de mai. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
O pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte e líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, confirmou a aliança com pessebista Wilma de Faria e descartou a possibilidade da atual governadora Rosalba Ciarlini subir no seu palanque durante o período eleitoral deste ano. Apesar de utilizar um discurso “sem radicalismo” e de que o partido tem somado apoios para o melhor do Estado, a democrata não será bem vinda, caso o DEM reforce a aliança e não dispute a reeleição.
“Seria incoerente ter o apoio do governo que estamos dizendo que não é o melhor para o Rio Grande do Norte, tenho respeito por ela (Rosalba), mas discordamos do estilo centralizador. Seria incoerente tê-la conosco. Tentamos ajudar, mas não conseguimos, foi um governo que se fechou e se isolou, e agora, está isolado, uma situação crítica. Em relação ao DEM, prefiro não interferir na decisão do partido que irá se reunir na próxima segunda-feira e internamente devem decidir o futuro do partido”, disse o pemedebista.
O presidente da Câmara dos Deputados também confirmou a vice-prefeita e pré-candidata ao Senado, Wilma de Faria no apoio a sua pré-candidatura ao Executivo. “Já está tudo acertado. Ela poderia ser candidata, mas não foi e saiu do cenário para uma parceria conosco. Reconheço a experiência de Wilma e também de Garibaldi Alves que ficaram oito anos a frente do Rio Grande do Norte e irão me ajudar muito na administração do Estado fazendo com que possamos errar menos e acertar mais. Pessoas experientes que vão agregar o nosso projeto e que irei recorrer sempre nos momentos de decisão”, ressaltou.
Questionado sobre as críticas dos adversários chamando as alianças do PMDB com outros partidos de “Acordão”, o pré-candidato respondeu que nesse processo alguns candidatos ficam nervosos e inseguros e lamentou por aqueles que não conseguiram apoios.
“Eu prefiro agregar do que desagregar, unir do que desunir, prefiro ter mais mãos e agradeço aos partidos que estão conosco. O projeto de disputar o Governo não é meu, mas foi de uma apelo que começou no PMDB, ouvindo lideranças do nosso partido e foi sendo construído aos poucos e recebendo cada vez mais a confirmação de outros partidos. Eu poderia estar disputando a reeleição para deputado federal e até presidente da Câmara, mas apelaram por esta convocação. Agradeço aos partidos que estão conosco e lamento que os adversários não tenham conseguido agregar apoios, ficando isolados”, rebateu.
Em relação ao Partido dos Trabalhadores, o pré-candidato utilizou o discurso do “não radicalismo” para a aliança com os petistas. “O PT foi primeiro partido que nos reunimos, mas infelizmente o partido quis nos impor uma verticalização radical. esse radicalismo fez com que nos afastássemos. Não haverá radicalismo por parte do PMDB, temos a certeza que o radicalismo não constrói e não é do interesse do Rio Grande do Norte”.
O líder do PMDB reforçou que não irá interferir nas coligações proporcionais. “É algo próprio dos partidos e minha interferência será mínima, cada partido vai definir o que será melhor na ocupação desse espaço, o que vou querer é o engajamento no programa do governo”, esclareceu.
As declarações do pré-candidato ao Governo do Estado, Henrique Eduardo Alves foram concedidas ao jornalista Alex Viana, nesta sexta-feira (30), durante o programa Jornal da Cidade, na 94 FM.
Fonte: Blog do BG
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