14 de mai. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
O deputado federal Henrique Alves, do PMDB é candidato de Oposição e prega mudanças no Rio Grande do Norte. Isso poderia significar que o atual presidente da Câmara dos Deputados virou oposição ao partido Democratas, que elegeu a governadora Rosalba Ciarlini em 2010 com o apoio de parte do PMDB. A conclusão seria lógica, mas a realidade política do Estado manda concluir o contrário.
Henrique Alves e José Agripino, presidente nacional do DEM e principal liderança democrata no Estado, andam afinadíssimos. O deputado peemedebista tem feito gestões junto aos demais aliados para que aceitem a inclusão do DEM na coligação proporcional a ser montada para disputar cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.
A proposta tem sofrido reações. Deputados e pré-candidatos do PMDB e de outros partidos, incluindo PDT e PR, reagem à idéia. Até integrantes do DEM, como o deputado Getúlio Rego e o pré-candidato Carlson Gomes, filho do ex-prefeito Geraldo Gomes, de Currais Novos, não aceitam de bom grado a idéia da coligação. Gomes e Getúlio agem por instinto de sobrevivência. É que eles terão adversários do PMDB em suas bases eleitorais e temem sair perdendo.
Mas, se Henrique bate sempre que pode na administração de Rosalba Ciarlini, por que está tão afinado com José Agripino? Muito simples: Henrique fez o PMDB romper com na governadora mas não com o DEM. Agripino precisa cuidar da renovação do mandato do filho, deputado federal Felipe Maia. E, em troca disso, deixa o terreno livre para Henrique fazer campanha para governador sem oposição no DEM. A estratégia passa pela recusa da legenda à governadora caso ela deseje sair candidata à reeleição.
Em inúmeras reuniões com os parlamentares e também em entrevistas, o líder democrata afirma que a prioridade do DEM é a renovação dos mandatos dos atuais deputados estaduais e federais. E garante que isso é uma estratégia nacional e não apenas para o Rio Grande do Norte. É a senha para dizer, de maneira diferente, que Rosalba não tem o apoio do comando do DEM para ser candidata.
O distanciamento de José Agripino em relação ao casal Rosalba Ciarlini e Carlos Augusto é público e notório e ficou ainda mais evidente na recente campanha para a eleição suplementar em Mossoró. Agripino chegou a dizer que Cláudia Regina, para ter chances de voltar à Prefeitura, deveria se apresentar como candidata do povo e não de lideranças. Um recado direto para Rosalba que anunciara que faria campanha.
Junho está próximo e com ele virão as convenções partidárias para escolha dos candidatos às próximas eleições. O senador José Agripino terá de fazer o DEM passar da fase dos recados e indiretas para a ação concreta. Henrique confia no posicionamento do democrata e por isso insiste na aliança eleitoral. Para deputado. Mais afinados, impossível.
Fonte: Blog do BG
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