25 de jan. de 2014 - Por bruno





Fotos de Cláudio Abdon
Há quase 20 anos, o Hotel Reis Magos está desativado na Praia do Meio. Primeiro empreendimento do tipo na orla de Natal, o equipamento foi de símbolo de um apogeu passado à referência de degradação e abandono. Hoje é ponto de atividades pouco republicanas na Praia do Meio, como o tráfico, muito sexo, proliferação de mosquitos e muito, muito consumo de drogas.
A proposta de revitalização da Praia do Meio que a administração municipal quer empreender deu perspectiva do hotel voltar a ter utilidade. A empresa Pernambuco Hotéis, proprietária do Reis Magos, e a Prefeitura de Natal firmaram entendimento de um projeto para construir uma galeria no local. Tudo ia bem, até o Ministério Público decidir se meter.
Em uma ação inacreditável, a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente quer impedir a demolição do hotel porque descobriu, só agora, e porque foi provocada – vamos repetir – e porque foi provocada – que o Hotel Reis Magos pode ter valor cultural para a cidade, razão pela qual a demolição é impensável.
A história está contada no Novo Jornal. Quem provocou a promotoria foi o Instituto dos Amigos do Patrimônio Histórico e Artístico, entidade de cuja existência só sabemos agora porque está ganhando holofote com o assunto.
Uma pergunta se faz necessária: onde estavam e o que faziam o Ministério Público e o instituto referido nos últimos 18 anos, que não cuidaram de saber, sequer, se o equipamento estava sendo bem preservado?
A ação despropositada do Ministério Público não se propõe a evitar a demolição e pede parecer da Funcarte e FJA para saber se há valor histórico. Se contatado tal valor, que o hotel não seja demolido. É uma lógica perversa e que atende a conhecido princípio de Natal, cidade onde tem sempre alguém disposto a pagar 200 para que outros não lucrem 20.
Como não cuidaram de se preocupar com o abandono do hotel nos últimos anos, a ação movida agora na Justiça não deveria ter sua legitimidade reconhecida. É óbvio que o benefício maior para a Praia do Meio e toda Natal é dar utilidade ao equipamento que hoje é símbolo de abandono.
As tentativas de ambientalismo do atraso devem ser podadas e superadas. Vamos convir que o dano ambiental está caracterizado há 18 anos. Agora que querem corrigir, quem mais deveria apoiar, adota o contrassenso como norte e vem se propor a embaralhar tudo.
Fonte: Blog do BG
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