18 de out. de 2015 - Por bruno

Foto: Divulgação
O Professor Universitário Rubens Ramos, estudioso de aviação é logística, escreveu um texto referente ao ultimo relatório apresentado pela TAM aos representantes do RN, PE e CE, o texto que o professor escreveu, mais uma vez apontando Natal como o melhor local tecnicamente vai de encontro ao que o próprio blog escreveu na sexta-feira e as informações de quem viu o relatório completo da ARUP(empresa de consultoria que apresentou o estudo), se a escolha for técnica, dificilmente perderemos essa parada. Segue o texto:
ARUP, discretamente, descartou FOR e REC*
Caros amigas e amigos potiguares,
A meu ver, e em decorrência das vantagens econômicas de NAT/SBSG sobre FOR/SBFZ e REC/SBRF, a decisão afunila-se claramente para nós.
A considerar a reportagem de Nadjara Martins na Tribuna de hoje(sábado), aliás, excelente jornalista, temos que, discreta e diplomaticamente, a consultoria ARUP descartou FOR e REC.
1 – O DESCARTE DE REC
Começando pelo último, REC, aeroporto que não está no plano imediato de concessão à iniciativa privada, o relatório aponta a exigência de um novo terminal independente do outro lado da pista, o que mostra de início que o atual, embora tenha capacidade de absorver mais passageiros, não serve para o hub internacional.
E mais, o relatório coloca a situação de tal forma difícil ao apontar que:
a) a FAB teria que deixar imediatamente REC (ir para onde?) para a construção do novo terminal, uma verdadeira “ordem de despejo”; e nesse ínterim,
b) uma empresa estatal em dificuldades financeiras (INFRAERO) terá que fazer o projeto básico e a licitação de um novo terminal; e
c) a empresa ganhadora, após vencer todas etapas de recursos e impugnações, assinado o contrato irá desenvolver o projeto executivo, obter as licenças apropriadas, realizar sondagens do solo para fundações, e construir o novo terminal.
A probabilidade de tudo isso acontecer em 2 anos e estar plenamente operacional em 2018 existe, mas é praticamente nula.
Podemos dizer, na prática, como a imprensa já registrou, que REC está fora da disputa.
2 – O DESCARTE DE FOR
Haveria então a grande final, FOR x NAT.
Mas isso também já foi decidido.
Para FOR, o terminal não foi colocado como problema central, pois sua ampliação já está licitada e em andamento, embora com obra paralisada. A obra pode ser retomada e não haveria o problema de nova licitação, apenas aditivos de contrato. Nem seria necessário dar “ordem de despejo” à FAB. Não há, assim, problema com o terminal.
O problema grave de FOR é outro, a necessidade de ampliar a pista de 2454 m para 3000 m (há pequeno erro de digitação no texto da reportagem e se fala em 3000m2). O que ocorre é que isso exige a desapropriação de aproximadamente 15 quarteirões de casas para manter uma área anterior à cabeceira da pista, com o devido recuo livre e espaço para sinalização anteriores à pista.
Apesar de toda mobilização dos governos do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, parece evidente que a probabilidade dessa ampliação da pista acontecer é praticamente nula no período considerado para implantação do hub.
A meu ver, FOR está, também, descartada.
Claro, tudo é possível, tanto para REC como para FOR, mas as probabilidades são mínimas.
3 – EM CONCLUSÃO
Em resumo, sobre REC e FOR, a escolha de uma delas é uma decisão de alto risco. Escolher NAT/SBSG nesse critério é de baixo risco.
Ficamos então com a mesma definição de antes e as vantagens fundamentais de NAT/SBSG:
1) melhor localização em relação às rotas do corredor EUR/SAM, vantagem de custo em combustível da ordem de 2% sobre FOR e 4% sobre REC;
2) tamanho e possibilidade de expansão – tamanho de hub internacional (15 km2 contra 5 km2 de FOR e 4 km2 de REC), único com tamanho para 2 pistas e alto desempenho de operação simultânea, único com espaço de entorno para ampliação ao nível de Atlanta (ATL) ou Dubai (DWC);
3) relação contratual 100% privada, sem necessidade de licitações públicas para nada, como por exemplo a construção de hotel dentro do aeroporto para abrigar a tripulação dos vôos do hub. Aqui temos a mais alta segurança jurídica e agilidade empresarial.
A conclusão, a meu ver, continua a mesma.
NAT/SBSG tem as vantagens fundamentais a seu favor, e nenhuma falha grave contra si, diferente de FOR e REC.
O hub é nosso.
Rubens Ramos, em 17 de outubro de 2015
Fonte: Blog do BG
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