26 de jun. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
Quando chega o inverno e as chuvas são intensas na capital potiguar, é comum que o material presente na encosta do rio Pitimbu seja levado pelas chuvas para dentro do manancial, ao longo de seus 23 quilômetros de extensão, como é o caso de areia e outros elementos naturais ou depositados inadequadamente nesta área.
Uma das consequências deste fenômeno é a alteração na cor da água que chega às torneiras dos natalenses, que fica diferente da habitual. Isto porque o rio Pitimbu abastece a lagoa do Jiqui, onde é feita a captação da água que abastece maior parte da capital (com exceção da zona Norte), para tratamento na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Jiqui e posterior distribuição. Porém, esta alteração é apenas estética, explica o gerente de Qualidade da Água Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Afonso Holanda.
“A qualidade da água está sendo mantida de acordo com os parâmetros exigidos pela portaria 2914/11 do Ministério da Saúde, podendo ser utilizada normalmente para as atividades de rotina da população”, diz Holanda. A portaria orienta que o padrão da cor distribuída seja até 15 e a turbidez, até 5.
“Os natalenses estão acostumados a receber água na cor 5, por isso é normal estranhar a alteração no inverno, quando a cor chega a 15 mesmo, depois do tratamento”, acrescenta. Ele reforça que a Caern não vem medindo esforços para manter estes padrões, inclusive investindo em tratamentos mais caros, tendo em vista que a água bruta chega diferente à ETA. “Estamos atentos para que a cada mudança no padrão da água bruta, a ETA seja adequada para o tratamento necessário, e estas variações são diárias”, esclarece.
Para se ter uma ideia, nesta quarta-feira (25) a água captada na Lagoa do Jiqui antes do tratamento estava com cor 88, tendo baixado para 60 no relatório desta quinta-feira (26). Em outras épocas do ano a água bruta captada na ETA do Jiqui é de cor 15 a 20, precisando de uma menor intervenção de produtos químicos para chegar ao padrão do Ministério da Saúde.
Além do fator estético, outra preocupação da companhia é com o tratamento eficiente que garanta principalmente a qualidade do produto em termos físico-químicos e microbiológicos. Por isso, de forma complementar ao tratamento, é realizada a cloração na ETA e mantido o residual de cloro na rede de abastecimento da cidade.
RIO PITIMBU
Com exceção da zona Norte, o abastecimento da capital depende da captação da Lagoa do Jiqui, abastecida pelo rio Pitimbu. Por este e outros motivos, mesmo esta situação da alteração na cor sendo contornada pela companhia com o tratamento da ETA, é preocupante a degradação da mata ciliar necessária à manutenção da integridade do rio.
A área sofre diariamente com ocupações e despejo de material inadequado às margens do Pitimbu. “A Caern é apenas usuária do rio (captação de água bruta) e não tem poder de polícia para preservação do manancial. Cabe aos órgãos competentes monitorar e fiscalizar a área para preservar o Pitimbu”, lembra Afonso. Mesmo assim, os especialistas da Caern realizam monitoramentos constantes do rio, para verificar a qualidade da água bruta que será tratada.
Fonte: Blog do BG
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