06 de ago. de 2020 - Por Júlio Rocha
Foto: Divulgação/IPEM
O Instituto de Pesos e Medidas (IPEM) do Rio Grande do Norte concluiu que o Posto Bonzão, em Candelária e uma das unidades da rede Pinheiro Borges, vende exatamente a mesma quantidade de gasolina que os clientes compram.
Trata-se de uma constatação que deveria ser lógica, mas que foi questionada pelo tribunal das redes sociais de tal forma que jogou o nome da rede, no mercado há 44 anos, em uma crise de imagem.
O episódio que deflagrou a crise começou na segunda-feira (3), quando uma cliente pediu o abastecimento de R$ 50,00 e acusou que a quantidade de gasolina solicitada não foi colocada. Ela alegou que o ponteiro do carro indicador da marcação do combustível não se alterou.
Apesar de o próprio posto ter espontaneamente dado mais R$ 50,00 de combustível para tranquilizar a mulher, que chamou a polícia, no dia seguinte, imagens do ocorrido tinham sido expostas nas redes sociais com a acusação de que o posto praticava fraude.
O Blog do BG recebeu inúmeras mensagens de leitores repassando o ocorrido e tirando conclusões precipitadas, endossando as acusações, que só se sustentaram por menos de 24 horas.
Isso porque a repercussão do caso levou o IPEM ao posto na manhã da quarta (5) para fiscalizar o posto Bonzão. Após aferição em todas os 19 bicos injetores de gasolina, etanol e diesel, o IPEM atestou que a quantidade de combustível que sai de todas as bombas é exatamente igual à quantidade que chega aos tanques de combustíveis dos carros.
“Todos os 19 bicos injetores verificados foram aprovados e estavam em conformidade com a regulamentação do Inmetro”, enfatizou o IPEM em texto divulgado à imprensa.
Para o Grupo Pinheiro Borges, o episódio deve ser encarado apenas como uma experiência.
“A credibilidade e seriedade com que trabalhamos não dão espaço para práticas antiéticas. Enxergamos o caso todo muito mais com viés de experiência. O episódio só mostrou que nossas condutas devem se manter como estão, pois a correção é sempre o melhor caminho”, informou o Grupo Pinheiro Borges ao Blog do BG.
Do Blog: o episódio serve para refletir sobre a cultura de cancelamento que domina nossos tempos. Quem repara agora os danos causados à imagem de uma empresa que sempre trabalhou com correção?
Fonte: Blog do BG
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