21 de jan. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
G1
O lobista Milton Pascowitch falou pela primeira vez em uma audiência da Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (20), desde que firmou o acordo de delação premiada com a Justiça. Apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como operador de propina da construtora Engevix, ele é réu no processo que também envolve o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Segundo o delator, o contrato de consultoria entre a empresa dele, a Jamp Engenheiros Associados e a JD Consultoria, de propriedade de Dirceu, serviu ao pagamento de propina por contratos entre a Engevix e a Petrobras. Pascowitch disse que o ex-ministro exercia forte pressão para receber propina desses contratos.
O lobista também afirmou que usou a Jamp para pagar parte da compra da sede da empresa de Dirceu, a reforma de um apartamento em nome do irmão do ex-ministro, a reforma de outro imóvel cujo verdadeiro dono seria José Dirceu e a compra de uma casa para a filha dele. Ao todo, esses negócios teriam rendido ao ex-ministro, segundo Pascowitch, mais de R$ 2,7 milhões.
DO BLOG: A Engevix fazia parte do consórcio que ganhou o leilão para operar o aeroporto de São Gonçalo, saindo da sociedade em 2015 após a sua parte ter sido comprada pela Infraamerica. Até o momento não surgiu conversa no sentido de propina ligada ao leilão ou construção do aeroporto, mas a Engevix foi fundamental para a engenharia do consórcio.
Fonte: Blog do BG
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