23 de mar. de 2013 - Por bruno
A GEP Indústria e Comércio, proprietária das marcas Luigi Bertolli, Cori e Emme, pagará R$ 1,1 milhão após o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrar trabalhadores em situação análoga à escravidão em um de seus fornecedores. A Luigi Bertolli possui lojas nos maiores shoppings do Brasil, inclusive em Salvador.
As irregularidades foram constatadas após uma fiscalização realizada em 19 de março pelo MTE e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Os órgãos encontraram 29 bolivianos trabalhando em uma oficina no bairro do Belenzinho, zona leste de São Paulo. O estabelecimento produzia roupas para a GEP.
No dia seguinte a empresa firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) se comprometendo a regularizar a situação dos imigrantes encontrados no local. A GEP deverá pagar ainda R$ 450 mil por danos morais coletivos. O valor será revertido ao FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e instituições que atuam na erradicação do trabalho escravo.
A GEP divulgou nota, nesta sexta (22), informando que “repudia com veemência toda prática de trabalho irregular”, e que “faz parte de sua política corporativa o respeito intransigente à legislação trabalhista e o combate à utilização de mão de obra submetida a condições de trabalho inadequadas”.
Matéria original: iBahia
Fonte: Blog do BG
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