31 de ago. de 2011 - Por bruno
Copio texto do Blog de Alex Medeiros e público no final documento da Superintendência do Patrimônio da União no RN. Isso é um verdadeiro absurdo, eu tenho alergia a tecnocratas. Patrimônio da união cobrar para a cidade ter divulgação é demais. Fico me perguntando aonde vamos parar?
Há poucos dias a imprensa de Natal divulgou que o apresentador da TV Globo, Luciano Huck, viria gravar seu programa “Caldeirão do Huck” na cidade.
Nem precisa argumentos técnicos para se entender a vantagem em termos de divulgação para a capital potiguar de uma iniciativa como esta.
Um dos campeões de audiência da maior rede de TV do País, o programa do marido da Angélica tem catapultado o turismo e autoestima de muitas cidades brasileiras.
Sua vinda para Natal em setembro é como uma apoteose turística que conclui outras filmagens já feitas por aqui, como as cenas da novela “Sansão e Dalila”, da Record, e as matérias sobre belezas naturais com Datena, na Band.
Natal também foi bastante divulgada quando da realização de jogos da seleção de basquete e vôlei e dos jogos com atletas masters, por canais fechados como Sportv e BandSports.
Mas, eis que a presença de Luciano Huck na cidade está sendo ameaçada por um surto de totalitarismo na burocracia da Superintendência do Patrimônio da União no RN, órgão dirigido por gente indicada pelo PT da deputada federal Fátima Bezerra.
Uma correspondência com aspecto cerceador, encaminhada pelo tal órgão, exige que os responsáveis pelas gravações do programa “Caldeirão” enumere os locais de filmagens e a estrutura que será dispendida.
Em que pese a “missão” da superintendente que assina o documento, de defender o patrimônio público, a correspondência tem todos os sintomas para um processo de chocagem de um ovo de serpente.
A senhora Yeda Cunha, imbuída de defender os interesses do povo, segundo ela própria deixa claro na missiva, informa aos interessados na gravação sobre o lado oneroso da questão, uma espécie de cachê para usar o solo e a paisagem natalenses.
Ou seja, há um explícito aviso de que é preciso pagar para filmar em Natal, posto que o programa tem “fins lucrativos”, diz a defensora do meu, do seu, dos nossos interesses “enquanto povo de Natal”.
Evidente que a TV Globo – ou qualquer outra emissora – fará ouvido de mercador diante de tal afronta e não vai levar a sério o petulante pedágio da douta superintendência.
Se houver alguém no tal órgão com um celular desses modernosos que contém aplicativo de máquina calculadora, conseguirá facilmente imaginar que Natal é quem deveria pagar para ser divulgada em rede nacional e, quiçá, contexto internacional.
Pelo que está exposto na correspondência (veja fac-símile), imaginem como não será daqui pra frente o trabalho de fotógrafos, cinegrafistas, pintores, retratistas, video-makers, cineastas, documentaristas, historiadores e o escambau.
Uma exposição fotográfica sobre as belezas de Ponta Negra, por exemplo, incorrerá ao profissional o pagamento do “pedágio patrimonial” da valorosa superintendência e sua chefa.
Afinal, nem só de fins artísticos vive um fotógrafo, mas também lucrativos. Este blogueiro ateu pede aos natalenses que entendem o aspecto turístico de uma filmagem do “Caldeirão do Huck” que rezem para a TV Globo “cagar e andar” para tão absurda correspondência.
Pois do contrário, estará parida uma serpente tão periculosa quanto aquela no ninho da censura e do cerceamento da comunicação social de tempos pregressos no Brasil.

Fonte: Blog do BG
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