30 de ago. de 2026 - Por Rodrigo Freire
Nove candidatos que disputam as eleições de 2026 foram alvos da Lava Jato, chegaram a ser presos e tiveram condenações, definitivas ou não. Entre eles está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
O levantamento feito pelo Poder 360 considerou registros de candidaturas na Justiça Eleitoral, além de informações de inquéritos e reportagens da imprensa.
Em alguns casos, as condenações foram posteriormente anuladas ou os processos arquivados. Em outras situações, houve cumprimento de pena, pelo menos parcial, até que os julgamentos fossem considerados inválidos.
Veja a lista:
André Vargas (PT — PR) — [Condenado/Preso]
Cargo: Deputado federal
Patrimônio: R$ 0,4 mi
Situação: Foi preso; condenações anuladas
Beto Richa (PSDB — PR) — [Condenado/Preso]
Cargo: Deputado federal
Patrimônio: R$ 3,6 mi
Situação: Foi preso; processos anulados
Delcídio Amaral (PRD/PRSP — MS) — [Condenado/Preso]
Cargo: Governador
Patrimônio: R$ 1,6 mi
Situação: Absolvido; chegou a ser preso
Delúbio Soares (PT — GO) — [Condenado/Preso]
Cargo: Deputado federal
Patrimônio: R$ 0,3 mi
Situação: Foi preso; condenação anuladas
Eduardo Cunha (Republicanos — MG) — [Condenado/Preso]
Cargo: Deputado federal
Patrimônio: R$ 14,1 mi
Situação: Foi preso; condenações anuladas
Luiz Argôlo (Republicanos — BA) — [Condenado/Preso]
Cargo: Deputado federal
Patrimônio: R$ 0,7 mi
Situação: Foi preso; pena extinta por indulto
Lula (PT — BR) — [Condenado/Preso]
Cargo: Presidente
Patrimônio: R$ 4,8 mi
Situação: Foi preso; condenações anuladas
Marconi Perillo (PSDB — GO) — [Condenado/Preso]
Cargo: Governador
Patrimônio: R$ 11,9 mi
Situação: Foi preso; denúncia anulada
Zé Dirceu (PT — SP) — [Condenado/Preso]
Cargo: Deputado federal
Patrimônio: R$ 4,1 mi
Situação: Foi preso; condenações anuladas
Fonte: Levantamento do Drive/Poder360
Começo e fim da Lava Jato
A Lava Jato começou em março de 2014 e se tornou a maior operação de combate à corrupção do país, investigando políticos, estatais e empresas privadas por esquemas de propina e contratos superfaturados na Petrobras.
Em 2019, mensagens trocadas entre o então juiz Sergio Moro e procuradores da operação foram divulgadas no episódio conhecido como Vaza Jato. O conteúdo levantou questionamentos sobre a imparcialidade de Moro na condução dos processos.
Posteriormente, decisões do STF anularam condenações e determinaram o envio de processos para a primeira instância. Em março de 2021, a Corte declarou Moro suspeito no caso do tríplex do Guarujá. No mês seguinte, anulou as condenações de Lula em quatro processos da Lava Jato, tornando-o novamente elegível para disputar a eleição de 2022.
Com informações de Poder 360
Fonte: Blog do BG
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