20 de jan. de 2026 - Por Judson Araújo
Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer que o ministro da Educação, Camilo Santana, assuma a coordenação dos palanques do governo no Nordeste, região considerada estratégica para o projeto eleitoral do petista. A decisão leva em conta o peso decisivo do aumento da votação de Lula no Ceará e na Bahia no segundo turno de 2022, fator fundamental para a vitória sobre Jair Bolsonaro.
O cenário, porém, preocupa o Palácio do Planalto. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece atrás do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Já no Ceará, Elmano de Freitas (PT) surge tecnicamente empatado com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), indicando risco real de perda de espaço político nos dois estados.
A missão de Camilo vai além das articulações partidárias. A ideia é que ele também ajude a reforçar, junto à população, programas federais considerados vitrine do governo, como o “Pé-de-Meia” e o “Gás do Povo”, numa tentativa de recuperar popularidade e reverter a tendência apontada pelas pesquisas.
Além de Bahia e Ceará, o PT também enfrenta dificuldades no Rio Grande do Norte, onde o secretário Cadu Xavier ainda não conseguiu decolar nas intenções de voto. Camilo anunciou nesta segunda-feira (19) que deixará o Ministério da Educação para se dedicar às disputas eleitorais. No Planalto, embora exista a possibilidade de ele disputar novamente o governo do Ceará, Lula ainda aposta numa recuperação de Elmano e, por ora, descarta essa alternativa.
Com informações da CNN
Fonte: Blog do BG
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