19 de jun. de 2013 - Por bruno
Manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar no entorno da Arena Castelão, em Fortaleza, onde o Brasil enfrenta o México nessa quarta-feira, às 16 horas, pela Copa das Confederações. Concentrados desde as 9 horas na Avenida Alberto Craveiro, que liga o aeroporto ao estádio, os manifestantes caminhavam rumo ao Castelão quando foram proibidos de prosseguir por um cordão de isolamento do batalhão de choque. A estimativa da PM é de que 15 mil pessoas estejam participando do protesto.
A confusão começou por volta de 12h15. No trajeto até o estádio, o protesto foi barrado de seguir adiante pelos policiais. Um tiro de bala de borracha foi disparado para o alto e os manifestantes começaram a atacar paus e pedras nos PMs.
O confronto parou por alguns minutos e os manifestantes retomaram a caminhada. Mas logo na sequência a confusão começou novamente, com mais veemência. Paus e pedras foram atirados pelos manifestantes novamente. Em resposta, a PM deu tiros de balas de borracha e atirou bombas de gás lacrimogênio para tentar dispersar a multidão. Ainda não há informações de pessoas feridas.
Com a ação do batalhão de choque, que empurrou a multidão para cada vez mais longe do estádio, os manifestantes se dividiram em três blocos. Um deles foi em direção à BR-116, que, por volta das 13 horas, interditou o trânsito ao único acesso à Arena Castelão – o outro é pela Avenida Alberto Craveiro, que já estava fechada antes do protesto. Os torcedores só conseguem chegar ao Castelão a pé. Há um foco de fumaça preta na direção da Alberto Craveiro, mas ainda não há informações de que pneus estejam sendo queimados.
A confusão pode mudar a programação da seleção antes do jogo diante do México. A previsão era de que o ônibus com o time deixasse o hotel às 14 horas. Mas, com o tumulto, o elenco pode se dirigir mais cedo ao Castelão.
Os manifestantes carregam cartazes protestando contra os gastos excessivos do governo na Copa das Confederações e no Mundial de 2014 – na terça-feira, o Ministério do Esporte informou que o custo da Copa do Mundo aumentou cerca de 10%, alcançando o valor de R$ 28 bilhões. “Brasil, vamos acordar: o professor vale mais do que o Neymar”, expressava um dos cartazes da mobilização.
O protesto, que também é contra a corrupção e a violência, foi engrossado por policiais militares descaracterizados e trabalhadores do transporte público de Fortaleza. As duas classes estão em mobilização por melhores salários e condições de trabalho. Desde o começo da semana, motoristas e cobradores de ônibus da capital cearense têm feito uma paralisação diária de uma hora na parte da manhã para reivindicar seus anseios.
Gazeta do Povo
Fonte: Blog do BG
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