30 de set. de 2026 - Por Rafael Araújo
O médico Victor Augustho Barbosa anunciou em suas redes sociais, nessa terça-feira (29), que enviou uma notificação formal à Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e à Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), exigindo um posicionamento oficial sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito de exames ginecológicos preventivos.
A polêmica teve início durante um ato de campanha em Belém (PA), na última segunda-feira (28), quando Lula criticou a resistência masculina ao exame de próstata e comparou a situação com o público feminino. Em seu discurso, o presidente afirmou: “O homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeitos. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele.”
A fala gerou forte repercussão. Em sua postagem na plataforma X (antigo Twitter), que rapidamente ultrapassou 284 mil visualizações, o médico rebateu o argumento presidencial: “Aprender a tomar toque desde pequena não é protocolo. Menina que é tocada desde pequena é vítima de abuso”.
Como médico, CRM-GO 29.251, notifiquei a Sociedade Brasileira de Pediatria e a FEBRASGO.
Aprender a tomar toque desde pequena” não é protocolo. Menina que é tocada desde pequena é vítima de abuso.
Pedi posicionamento oficial. A população tem o direito de saber o que é exame — e… pic.twitter.com/bwk4eY6Cno
— Victor Augustho (@victoraugustho) September 29, 2026
Barbosa esclareceu que o exame preventivo do colo do útero não é indicado para crianças ou adolescentes, mas sim para mulheres (ou pessoas com colo do útero) entre 25 e 64 anos que já tenham iniciado a vida sexual diretriz que está alinhada aos protocolos do Ministério da Saúde e às atualizações de 2025 para rastreamento com teste molecular de DNA-HPV.
Na notificação enviada às entidades médicas, o profissional ressalta ainda que exames ginecológicos em pacientes que não iniciaram a atividade sexual não incluem toque, exigindo rigorosos critérios formais em casos de indicação clínica estrita, sob pena de responsabilização civil e criminal.
Com informações do Poder360
Fonte: Blog do BG
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