27 de out. de 2016 - Por bruno
Donald Trump acena para partidários em comício em Sanford, na Flórida | Johnatan Ernst/Reuters
No momento em que as alegações de abuso sexual e a a frágil base de apoio no próprio partido pareciam esmagar a expectativa de vitória de Donald Trump, as estatísticas lançam um respiro a seu favor. O professor Helmut Norpoth, que elaborou um modelo de análise que previu com exatidão as eleições presidenciais americanas dos últimos 100 anos, atesta que o empresário será o próximo presidente dos Estados Unidos.
O método de Norpoth, ligado a Universidade de SUNY Stony Brook, só falhou no pleito de 2000, quando anteviu o triunfo de Al Gore sobre George W. Bush. O democrata de fato ganhou no voto popular, mas o republicano ascendeu à Casa Branca por conseguir a maioria no Colégio Eleitoral.
— Eu vejo que ele foi o candidato mais forte nas primárias, e isso vai prevalecer — explicou o cientista político ao “New York Post”. — O modelo previu a vitória de Trump em fevereiro, e nada mudou desde então.
Segundo o professor, o que ocorre no mundo real — como as revelações que abalaram a candidatura de Trump — não afeta o método. O modelo, neste sentido, não leve em conta a mudança do campo político americano nem o fato de que os dois maiores partidos decaem cada vez mais em representatividade no país.
A alteração demográfica do eleitorado e a força de Hillary Clinton em estados-pêndulo podem fazer a diferença em favor da democrata. Nate Silver, que antecipou como os 50 estados americanos votariam na eleição de 2012, estima que a ex-secretária de Estado tenha 85% de chance de vencer.
A pesquisa do Investor’s Business Daily/TIPP, que acertou o resultado dos últimos três pleitos presidenciais, firma vantagem de dois pontos percentuais a Trump — nada fora da margem de erro.
Agora no Mundo, O Globo
Fonte: Blog do BG
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