19 de jul. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
A Ucrânia acusou os separatistas pró-Moscou neste sábado de destruir provas de “crimes internacionais” e retirar corpos do local da queda do avião da Malaysia Airlines. O governo ucraniano denunciou que os rebeldes estavam impedindo representantes internacionais e os seus próprios peritos de iniciarem uma investigação. Kiev também aponta a Rússia como cúmplice na ocultação do material.
Acredita-se que o voo MH17, que partiu de Amsterdã para Kuala Lumour na quinta-feira com 298 pessoas a bordo, caiu após ser atingido por um míssil terra-ar disparado de uma área controlada pelos milicianos no Leste da Ucrânia. Até o momento, 186 corpos foram resgatados.
“Os terroristas, com a ajuda da Rússia, estão tentando destruir provas”, disse um comunicado oficial do governo ucraniano.
Kiev denuncia ainda que 38 corpos foram levados para um necrotério em Donetsk por pessoas com “forte sotaque russo”, argumentando que fariam as suas próprias autópsias nos cadáveres.
— Militantes armados afastaram as equipes de resgate, deixando-os sem meios de comunicação. Carregaram os corpos em um caminhão com sacos. De acordo com os militantes, iriam levá-los à cidade de Donetsk — disse uma fonte do governo regional de Donetsk, citado pela imprensa ucraniana.
Quase dois dias após a queda da aeronave, matando todos os passageiros, as equipes internacionais tiveram acesso restrito ao local da tragédia. Na manhã de sábado, o chefe dos serviços de segurança ucranianos, Valentin Nalivaichenko, anunciou um acordo com os rebeldes que controlam a área e membros de um grupo formado por representantes da Ucrânia, da Rússia e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a criação de uma zona de segurança de 20 quilômetros para o resgate dos corpos. Poucas horas depois, o governo ucraniano denunciava a retirada de provas e cadáveres, e os observadores continuavam sem poder entrar na área.
Na sexta-feira à tarde, uma equipe de observadores da OSCE teve acesso ao local do acidente, mas a milícia pró-russa limitou os movimentos dos especialistas, segundo denúncia da própria organização. No mesmo dia, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma declaração exigindo uma investigação independente e completa para esclarecer as causas do desastre, além do pleno acesso à área.
O presidente dos EUA, Barack Obama, confirmou na sexta-feira que o avião foi abatido por um míssil lançado a partir da área de insurgentes que controlam o Leste da Ucrânia. Apesar de não ter acusado a Rússia diretamente, Obama sugeriu que os rebeldes não poderiam operar o equipamento sem o apoio de Moscou.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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