18 de fev. de 2026 - Por Rodrigo Freire
A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para investigar acessos e supostos vazamentos de dados por servidores da Polícia Federal gerou incômodo entre integrantes da própria Corte.
Ministros, inclusive aliados de Moraes, relataram desconforto com a condução da apuração, citando a falta de consulta prévia aos colegas. Há críticas ao fato de o procedimento ter sido aberto de ofício e de a Procuradoria-Geral da República não ter remetido a representação ao então presidente do STF, Edson Fachin, que estava de férias.
Nos bastidores, cresce o temor de que a postura adotada aprofunde a crise de credibilidade do Supremo, já abalada por efeitos colaterais do caso Master, e passe a imagem de “autoblindagem” institucional. Magistrados afirmam não conhecer a real dimensão das irregularidades investigadas e questionam a vinculação do caso ao inquérito das fake news, aberto em 2019 e sem prazo para conclusão.
A operação desta terça-feira (17) mirou servidores suspeitos de consultar e vazar dados de ministros e familiares, como a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes. A PF apura se houve motivação política ou financeira, a pedido da PGR.
Fonte: Blog do BG
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