12 de abr. de 2026 - Por Rodrigo Freire
Ministros do Supremo Tribunal Federal — Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — passaram a atuar de forma alinhada diante da condução do presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à crise envolvendo o Banco Master.
O grupo cobra uma defesa pública mais enfática dos ministros e busca influenciar pautas de maior impacto, além de se contrapor a iniciativas de Fachin, como a criação de um código de conduta.
As críticas internas variam: Moraes aponta falta de apoio, Gilmar avalia que declarações de Fachin ampliam a exposição do tribunal, e Dino defende foco em problemas estruturais do Judiciário. Zanin, embora mais discreto, também demonstra insatisfação com a condução do tema.
A crise reconfigurou os blocos dentro do STF. De um lado, o grupo dos quatro; de outro, Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Kassio Nunes Marques atua como intermediário, enquanto Dias Toffoli aparece isolado.
O pano de fundo é o avanço das investigações envolvendo o Banco Master e a possibilidade de delações que atinjam ministros. Parte da Corte avalia que a postura de Fachin tem gerado desgaste e falta de unidade interna.
Fachin, por sua vez, afirma que mantém a defesa institucional do tribunal e diálogo com os colegas, além de reforçar a necessidade de regras éticas e transparência para preservar a credibilidade do Judiciário.
Fonte: Blog do BG
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