23 de dez. de 2025 - Por Alessandra Bernardo
Foto: Reprodução
Fontes ouvidas pela jornalista Malu Gaspar, do O Globo, afirmam que o ministro do STF Alexandre de Moraes pressionou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a venda do Banco Master para o BRB. Segundo estas, Moraes fez pelo menos quatro contatos, incluindo reunião presencial, pedindo que o BC aprovasse a operação mesmo com suspeitas de fraudes de R$ 12,2 bilhões. Já a versão oficial do ministro e do BC nega qualquer envolvimento em interesses de bancos e afirma que os encontros trataram exclusivamente dos efeitos da Lei Magnitsky sobre Moraes.
As fontes de Malu Gaspar relatam que Galípolo teria informado a Moraes sobre as fraudes e que a operação não poderia ser aprovada se os problemas fossem confirmados. Em 18 de novembro, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro e outros executivos, e o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master. Os relatos indicam que Moraes teria pressionado a autarquia, situação incomum segundo técnicos do BC.
Nesta terça-feira (23), Moraes afirmou em nota oficial que a reunião teve único objetivo discutir as consequências da Lei Magnitsky sobre ele, sem tratar de interesses de instituições específicas. O BC confirmou os encontros, também com foco restrito à lei, e garantiu que todas as movimentações estão documentadas.
O caso envolve ainda o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, que tinha contrato com o Master prevendo R$ 3,6 milhões mensais. Segundo informações do Cade e do BC via Lei de Acesso à Informação, nenhuma instituição recebeu pedidos ou documentos do escritório em favor do banco.
Galípolo disse que está à disposição do STF para prestar esclarecimentos.
Fonte: Blog do BG
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