08 de abr. de 2017 - Por bruno

Foto: Divulgação
O ministro da Secretaria de Governo, Moreira Franco, afirmou nesta sexta-feira que não está nos planos do governo federal qualquer tipo de intervenção nos estados. Ele disse que o tema é “extremamente complexo” e que a medida “rompe” com um dos pilares da República federativa. A possibilidade de uma intervenção federal no Rio foi levantada ontem pelo presidente da Assembleia do Rio, deputado Jorge Picciani (PMDB). O deputado afirmou que, se o projeto de socorro aos estados não for aprovado nos próximos 15 dias, o Rio corre o risco de entrar em colapso e haverá a necessidade de intervenção federal.
— Isso é a opinião dele (Jorge Picciani), que deve ser respeitada porque ele é o presidente do Legislativo no Rio. Mas, são avaliações que terão que ser feitas pelo governo federal. Entram questões de natureza econômica, financeira e legais. Não é um ato unilateral de vontade, é de uma complexidade enorme. Nós queremos fortalecer o regime federativo, não caminhar para o estado unitário. Na intervenção, rompe-se com um dos pilares da República federativa — afirmou Moreira.
A votação do projeto de socorro aos estados já foi adiada duas vezes pelo Congresso Nacional. A expectativa é que o texto seja analisado pela Câmara dos Deputados na próxima terça-feira.
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), reagiu à ideia de intervenção dizendo que não está “agarrado ao cargo”.
— Se chegar aqui um interventor que conseguir botar o salário em dia, pagar os aposentados e pensionistas, tudo bem. Eu não estou agarrado no cargo. Eu quero o melhor para o funcionário — afirmou Pezão, após prestar depoimento no processo em que o ex-governador Sérgio Cabral é réu.
O GLOBO
Fonte: Blog do BG
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