27 de mai. de 2019 - Por rodrigomatoso
O cantor Gabriel Diniz. Reprodução/Instagram
O mundo da música, do rock, no caso, conheceu seu primeiro grande desastre aéreo em 1959, quando morreram Buddy Holly, Ritchie Valens e J. P. “The Big Bopper” Richardson. Esse “evento” ficou conhecido como “o dia em que a música morreu”. Holly e Valens estavam no auge da fama e já tinham emplacado alguns hits nas rádios norte-americanas. Foi uma grande comoção e uma tragédia lembrada — e chorada — durante décadas. Buddy e Ritchi, especialmente, eram ídolos da juventude da época.
Corta para o Brasil. 1996. A banda Mamonas Assassinas entrou naquele ano num sucesso inacreditável. Já tinha estourado em 1995 e entrou em 96 numa grande ascensão. Sucessos nas rádios, procurados por todos os programas de TV e shows no Brasil inteiro. E, no ponto mais alto do sucesso, a banda sofreu um acidente de avião, que chocou-se contra a Serra da Cantareira, em São Paulo, quando tentava pousar no aeroporto de Guarulhos. Todos os músicos morreram na hora nesta que foi a primeira grande tragédia aérea do pop brasileiro. Imediatamente houve comparações com o acidente que matou Valens, Holly e Richardson. Dinho e os demais integrantes da banda também eram ídolos da juventude brasileira.
Buddy Holly, Ritchie Valens e J. P. “The Big Bopper” Richardson. Foto: Reprodução
Agora, o país vive seu segundo grande acidente aéreo com um músico extremamente popular e que, coincidentemente, também se vai no ponto máximo de sua carreira. Impossível não lembrar das mortes que aconteceram da mesma maneira em 1959 e em 96. Viajando por todo o Brasil, Gabriel Diniz estava estourado em rádios, TVs, e serviços de streaming com a música Jenifer. De apelo extremamente popular, a canção foi a música deste último verão. Continuava bombando por aí e, muito por causa dela, o cantor não parava de entrar e sair de aviões, pousando e decolando por todos os cantos do país. Gabriel era um dos ídolos jovens do momento.
A morte do sertanejo, tem ingredientes extremamente parecidos com os jovens do rock americano da década de 50. Muito parecido com os jovens do rock brasileiros dos anos 90. Uma tragédia pop de 2019.
A banda Mamonas Assassinas. Foto: Divulgação
Odair Braz JR -R7
Fonte: Blog do BG
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