20 de set. de 2026 - Por Rodrigo Freire
Flávio Bolsonaro em evento em Belém, no Pará — Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
A duas semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) passou a concentrar o discurso na economia e no custo de vida, enquanto busca atrair eleitores de outros candidatos de direita para uma estratégia de “voto útil”. A campanha pretende evitar ataques diretos a Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema.
“Vocês que estão pensando em votar em outros candidatos, que são meus concorrentes, pensem na possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, para a gente resolver logo”, disse o candidato durante um ato na Bahia.
Entre as propostas apresentadas estão a redução de impostos sobre energia e combustíveis, mudanças na reforma tributária para diminuir a alíquota do IVA e medidas para reduzir o preço dos alimentos. A campanha também prepara um programa de renegociação de dívidas que, segundo a coordenadora econômica Daniella Marques, poderá alcançar mais de 100 milhões de brasileiros.
A equipe econômica de Flávio defende ainda um ajuste das contas públicas e cita como meta uma redução de despesas equivalente a 1,5% do PIB. Os detalhes sobre quais gastos seriam cortados, porém, ainda não foram apresentados.
Na reta final, a campanha também pretende concentrar as agendas no Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos concentram cerca de 40% do eleitorado brasileiro.
O discurso econômico dividirá espaço com as críticas ao STF e ao governo Lula. A estratégia é tentar ampliar o apoio entre eleitores de direita sem romper pontes com os candidatos cujos votos a campanha pretende atrair em um eventual segundo turno.
Fonte: Blog do BG
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