17 de dez. de 2015 - Por bruno
A quinta-feira começou agitada na disputa do Torneio Brasileiro/Open, em Palhoça-SC – primeira seletiva olímpica da natação brasileira. Apenas nesta manhã, no Brasileiro, sete atletas alcançaram o índice exigido para os Jogos Rio 2016. As disputas continuam no período da tarde, com as finais do Open, onde os nadadores terão mais uma oportunidade de buscarem as marcas nas mesmas provas, com transmissão ao vivo do SporTV a partir das 17h30 (de Brasília).
A segunda e última seletiva olímpica será o Torneio Maria Lenk, marcado para abril do ano que vem. De acordo com as regras da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), os dois melhores tempos abaixo dos índices exigidos garantem presença nas Olimpíadas.
Marcos Macedo levou o ouro dos 100m borboleta e foi um dos 3 abaixo do índice (Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA)
Em uma das disputas mais acirradas, os 100m borboleta masculino, Marcos Antônio Macedo (52s17) e Henrique Martins (52s25) levaram ouro e prata, respectivamente, e largaram na frente na briga pelas duas vagas. O veterano Nicholas Santos, de 35 anos, terminou a prova em terceiro, com 52s31, também abaixo do índice olímpico de 52s36.
– Eu queria um tempo um pouco mais baixo. A gente sabe que 52s para a realidade dos 100m borboleta hoje em dia está meio fora. Quem quer pegar uma final nas Olimpíadas, tem que nadar na casa de 51s. Mas, de qualquer forma, já é um primeiro passo. Essa prova dos 100m borboleta é a mais indefinida (no disputa por vagas no Brasil), é a mais apertada, com mais número de atletas brigando. Não tem nada definido, tem que ser bem melhor à tarde. E aqui é só no início. Vai definir no Maria Lenk – avaliou Macedo.
Em outra prova bastante concorrida da seletiva, os 200m masculino, Nicolas Oliveira venceu com 1m47s09, seguido de João de Lucca, com 1m47s81 – ambos abaixo da marca exigida para os Jogos (1m47s97). Mas as vagas também parecem longe de serem definidas. O jovem Luiz Altamir, de 19 anos, terminou em terceiro, com 1m48s34, e segue na luta pela participação olímpica.
– Eu ainda tenho muito a dar nessa prova, mas já foi um passo a mais. No meio do ano não nadei tão bem no Pan e no Mundial. Também tenho os 100m livre, que estou muito focado, e o Maria Lenk lá na frente. Mas começar assim é um bom sinal – afirmou Nicolas.
– Das quatro chances que eu tinha para nadar, logo na primeira eu consegui o índice. Já tira um peso. Porém, tenho que nadar mais forte. O nível está alto, o pessoal está melhorando bastante. Ficar somente com 1m47s8 a vaga não está garantida – completou João de Lucca.
Nos 100m costas, Guilherme Guido anotou 53s41, venceu com folga e também superou a marca para participação nos Jogos (54s36). O segundo lugar ficou com Daniel Orzechowski, que fez 54s67 e ficou perto do índice, seguido de Henrique Machado (55s27). Com boa vantagem, Guido acredita estar com a presença nos Jogos encaminhada.
– Esse tempo é bem forte, acredito que eu fique com uma das vagas. Esse era objetivo. Agora é defender o título (no Open, à tarde) e, ano que vem, quero abrir treinando para os 200m (costas), para tentar a vaga no Maria Lenk – disse o nadador do Pinheiros.
A única mulher a conseguir índice na manhã desta quinta-feira foi Joanna Maranhão. A Pernambucana venceu os 400m medley com o tempo de 4m40s78, superando com folga o índice de 4m43s46 e se aproximando bastante de sua quarta participação em Olimpíadas. A prata foi para a argentina Florência Perotti (4m55s51) e o bronze para Fernanda Carobino (4m58s61).
Com os resultados desta manhã, já são oito atletas brasileiros com índices para os Jogos Olímpicos. No primeiro dia de disputas em Santa Catarina, Leonardo de Deus alcançou a marca necessária nos 200m costas.
Globo Esporte
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

08 de ago. de 2026

08 de ago. de 2026

08 de ago. de 2026

08 de ago. de 2026