16 de jun. de 2014 - Por bruno

O ex-deputado Ney Lopes fez duras declarações sobre a postura do líder do democratas, senador José Agripino, durante a convenção estadual do DEM, realizada neste domingo (15), onde após votação, que teve o placar de 121 a 63, os convencionados optaram por não lançar candidato na majoritária – retirando a possibilidade da governadora Rosalba Ciarlini disputar a reeleição pela legenda – para apoiar a pré-candidatura do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.
Ney escreveu em seu blog um texto com o título: “fatos lamentáveis e melancólicos na convenção do DEM(RN), que devem ficar para a história”. No texto, o ex-deputado dispara contra o senador José Agripino.
“Como previsto venceu a cúpula do partido, que com “mão de ferro” rejeitou e excluiu militantes históricos, dentre eles, a governadora Rosalba Ciarlini, que não terá legenda para disputar a sua reeleição e o próprio editor deste blog (Ney Lopes), membro nato da Comissão Executiva do Partido, que pretendia disputar a vaga de senador nesta eleição, além de outros filiados”, escreveu.
Na opinião de Ney Lopes, o partido perdeu estatura, expressão, credibilidade e respeito dos cidadãos. Passou a ser um mero apêndice de outras siglas, em busca de “restos” ou “sobras” de quocientes eleitorais, que possam garantir a reeleição de um único deputado federal, filho do Presidente Senador José Agripino e outros parlamentares estaduais.
Ney faz um balanço da votação, onde ressalta a ausência de 48 convencionais com direito à voto e que teriam mudado o quadro, definindo no inicio da tarde de ontem (15).
“A cassação branca da governadora Rosalba Ciarlini foi aprovada por 121 votos dos 243 convencionais aptos a votar. A soma dos votos favoráveis à Rosalba Ciarlini (63), abstenções (48); brancos (2) e nulos (9) totalizou 122 votos. 48 convencionais não compareceram à Convenção, por vergonha, tristeza, ou – o mais provável – pela pressão que receberam do comando do Partido, que não conseguindo o apoio pedia a ausência. Nota-se que a soma das abstenções, brancos e nulos (122) daria vitória à governadora Rosalba Ciarlini, por um voto de diferença”, analisa.
Para o ex-deputado a ausência dos convencionais mostrou que o líder do DEM não conseguiu o apoio da maioria absoluta dos convencionais.
“Se considerados os 48 ausentes, a verdadeira maioria do partido não aceitou o papel de algoz de Rosalba Ciarlini, cassando-a indiretamente do direito de disputar à reeleição, com o único objetivo de ‘ajudar’ e ‘apoiar’ adversários históricos como Henrique Alves e Vilma de Faria”.
Reforçando que o DEM sofreu um racha, Ney destaca dois episódios durante a convenção que para ele, precisam ficar na história política do Estado.
“Primeiro, a forma autoritária como o senador José Agripino conduziu a votação, sem nenhum compromisso com a democracia e a liberdade de expressão. Antes do início da votação, o senador deu “a última palavra” de orientação aos convencionais, mostrando os fatos de forma errônea e equivocada. Em seguida, negou a palavra ao editor do blog, ex-deputado federal por seis legislaturas, fundador do DEM e membro nato do Diretório Nacional do Partido, que desejava apenas esclarecer os pontos abordados”
Ney rebateu a forma como a direção do DEM dava as opções para que os convencionais pudessem votar, demonstrando, na opinião dele, uma visível ameaça, sem qualquer apoio legal. Para ele, o senador José Agripino não agiu por liberalidade ao colocar o pedido de Rosalba Ciarlini em votação, mas “o fez de forma cavilosa, porque no primeiro item da votação ele propôs claramente o partido aliar-se ao PMDB, PSB e outros adversários históricos, o que por si só impediria o DEM de ter candidatos majoritários”.
Para o ex-deputado, o senador José Agripino e o seu filho deputado Felipe Maia renderam-se ao poderio do Deputado Henrique Alves, candidato a governador e da ex-governadora Vilma de Faria, pretendente ao senado, que não admitiram em nenhum momento, que o DEM-RN apresentasse candidatos a governador e a senador para concorrer com eles.
Finalizando sua indignação, o democrata relatou ainda que sua esposa Abigail Andrade de Souza, foi impedida de votar, com a justificativa de que o horário de votação tinha sido encerrado e, por acordo, os suplentes dos convencionais já haviam votado.
“Mesmo em tal situação, o voto de Abigail Souza deveria ter sido permitido, diante da notória ausência de convencionais e até por respeito a uma senhora que dedicou parte de sua vida no apoio à liderança de José Agripino. Prevaleceu, mais uma vez, a intenção de ferir e humilhar quem não rezasse na cartilha do “rei”. Ato de força, de desprezo, ditatorial e autoritário, que merece repulsa e condenação.”
Para Ney Lopes, o DEM no Rio Grande do Norte é um partido moribundo, sem fisionomia própria, submisso. “o DEM Implora de joelho ao PMDB de Henrique e ao PSB de Vilma o oxigênio necessário para respirar nesta eleição de 2014. Mesmo que consiga esse oxigênio, por “trocas e compensações”, certamente sobreviverá por pouco tempo”.
Fonte: Blog do BG
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