15 de fev. de 2015 - Por bruno
Numa entrevista aos repórteres Guilherme Evelin e Alberto Bombig, Fernando Haddad, o prefeito petista de São Paulo, foi submetido à seguinte indagação: “O senhor concorda com a forma como o PT lida com as denúncias contra seus membros, como o tesoureiro João Vaccari Neto, citado na Operação Lava Jato?” Recordou-se a Haddad que Vaccari foi aplaudido na festa de 35 anos do PT.
Destoando do padrinho Lula, Haddad se absteve de pegar em lanças por Vaccari. Dedicou-lhe um comentário anódino: “Eu desconheço qualquer acusação formal ao Vaccari”. Em seguida, falou na língua das praças: “De uma maneira geral, entendo que a vida política se tornará insuportável se nós não procedermos de maneira mais aguda em relação a desvios de conduta. Não dá para tolerar. Ninguém suporta mais.”
Há 14 anos na “vida pública”, Haddad disse que a atividade não orna com a fortuna. “Para uma pessoa correta, fazer política significa se privar de convívio familiar, em geral, incompreensão, muitas vezes, e abrir mão de enriquecer. Não tem como você fazer política honestamente pensando em enriquecer. Se isso não estiver claro para a pessoa, é melhor não vir para a política. Primeiro, porque eu acho que ela vai ser punida. Os tempos da impunidade felizmente estão sendo superados.”
De fato, o julgamento do mensalão desceu ao verbete da enclopédia como um ponto fora. Com sua cúpula presa na Papuda, o PT virou a página. Para trás. O petrolão é a reincidência no assalto, só que em proporções muito maiores. Ficou entendido que a Era da impunidade terá de ser superada inúmeras vezes até que o PT pare de chamar personagens como Vaccari e José Dirceu de “guerreiros do povo brasileiro”.
UOL
Fonte: Blog do BG
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