15 de nov. de 2015 - Por bruno

Recuperando um marcador (hashtag) que ganhou vida na rede em 2014, muitos muçulmanos estão publicando mensagens de repúdio aos atentados em Paris incluindo #NotInMyName (Não em Meu Nome) em suas postagens, algo que poderia ser traduzido como “Não Me Representa”, palavras já adotadas por internautas no Brasil em várias situações de protesto.
A frase em inglês passou a ser amplamente divulgada quando um grupo de muçulmanos britânicos criou, em setembro de 2014, uma campanha e um vídeo criticando as ações do Estado Islâmico (EI). Homens e mulheres gravaram mensagens de rejeição aos atos dos terroristas.
“Porque seu líder é um mentiroso. Porque o que vocês estão fazendo não é humano. Porque minha religião promove a tolerância para as mulheres, e vocês não têm nenhum respeito pelas mulheres”, são alguns exemplos do que eles querem compartilhar em defesa do islamismo e para mostrar que atos do EI nada têm a ver com os preceitos de sua religião.
No sábado (14), os jihadistas do Estado Islâmico assumiram a responsabilidade pelos ataques em série que mataram 129 pessoas na capital francesa na sexta-feira e deixaram mais de 350 feridos.
Ao reivindicar a autoria dos atentados, o EI disse que eles eram uma resposta à campanha da França contra os seus combatentes.
O grupo também divulgou um vídeo sem data em que um militante afirma que a França não viveria de forma pacífica enquanto participasse do bombardeio liderado pelos Estados Unidos na Síria.
Os EUA encabeçam a coalizão que tenta conter, com bombardeios, as ações e a expansão do EI, e a França tem promovido ofensivas sem pedir autorização ao ditador sírio Bashar al Assad.
O presidente François Hollande já havia classificado como um “ato de guerra” o que aconteceu no país.
(UOL Com agências internacionais)
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

07 de ago. de 2026

07 de ago. de 2026

07 de ago. de 2026

07 de ago. de 2026