06 de jun. de 2020 - Por Rodrigo Freire
Foto: JOSEPH JOHNSON/STUFF
O governo da Nova Zelândia anunciou que pretende declarar, nas próximas semanas, que o país está oficialmente livre do coronavírus. Atualmente, só há um caso da doença ativo em todo o território, de uma mulher não identificada que está em tratamento domiciliar, e não há registros de novos casos há 21 dias. As autoridades esperam que ela se cure nos próximos dias, o que significa que, se nenhum outro caso for identificado, a Nova Zelândia será o primeiro país a ter eliminado completamente a transmissão do coronavírus (entre as nações que tiveram ao menos 100 casos).
Para adotar o status de “livre” do vírus, o Ministério da Saúde estabeleceu que o país deve ficar 28 dias sem registrar novos casos desde que a última infecção foi confirmada, o que deve acontecer na semana que vem. Um modelo que estima novas infecções, da Universidade de Otago diz que, segundo esse critério, o país tem 99% de chances de atingir a eliminação total do vírus.
Além disso, o governo vai revogar a maioria das medidas de restrição de movimentos impostas no país, com exceção das que se referem ao controle de fronteiras. Já há algumas semanas a quarentena vem sendo gradualmente relaxada à medida que os casos caem no país, permitindo que a volta a normalidade aconteça aos poucos. Com isso, a Nova Zelândia é frequentemente apontada como um dos melhores exemplos no combate à pandemia, somando 1.504 casos (entre confirmados e prováveis) numa população de 5 milhões de habitantes, e somente 22 mortes.
Qual a receita do sucesso? A abordagem científica das autoridades. O governo, liderado pela primeira-ministra Jacinda Ardern, decidiu tomar suas decisões baseadas em evidências científicas. Diversos especialistas em saúde pública das universidades do país foram convidados para serem conselheiros das autoridades, e foi este grupo que guiou a maioria das decisões, que parecem ter sido cruciais para a rápida eliminação do vírus no país. Apesar de estrelar o noticiário internacional, Ardern não foi protagonista nesta batalha. Na verdade, a popular primeira-ministra aparecia pouco nas conferências de imprensa sobre a pandemia, dando preferência para Ashley Bloomfield, seu ministro da saúde, e outros especialistas de seu corpo técnico.
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Fonte: Blog do BG
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