06 de jul. de 2018 - Por bruno

Foto: Divulgação
Neymar, 26, fez e ainda faz a diferença dentro de campo, mas a seleção brasileira conseguiu deixar a dependência do jogador no passado.
No Mundial da Rússia, o time brasileiro aposta no conjunto. E a força do coletivo será testada novamente nesta sexta-feira (6), às 15h, na Arena Kazan, quando a seleção enfrenta a Bélgica, pelas quartas de final do Mundial.
Desde que estreou na equipe principal, em agosto de 2010, o atual camisa 10 sempre foi o principal astro no time.
Assim como acontece agora na era Tite, ele também foi o goleador com os últimos três treinadores que comandaram a seleção brasileira: Mano Menezes, Felipão e Dunga.
A dependência de Neymar, porém, era muito maior. Com Mano, o atacante era responsável por 1 a cada 4 gols da seleção (fez 17 de 66). A média se manteve enquanto Felipão estava no comando do time. O atacante foi responsável por 18 dos 70 gols da seleção na segunda passagem do técnico pela equipe nacional.
Com Dunga, a dependência diminuiu. Neymar passou a marcar 21,5% dos gols da seleção (11 de 51), mas atingiu o menor patamar com Tite.
Desde que o ex-treinador corintiano assumiu a equipe, Neymar marcou 1 de cada 5 gols da seleção (11 de 54).
A seleção aposta em uma evolução do atacante ao longo da Copa. Após lesão no pé direito, foi operado e ficou mais de dois meses sem treinar. Para a comissão técnica, ele só atingiria o seu ápice no quinto jogo da Copa, agora nas quartas.
Neymar tem três companheiros que ameaçam sua posição de artilheiro com Tite: Gabriel Jesus, que marcou dez vezes, e Coutinho e Paulinho, com oito gols cada um.
Em entrevistas, o técnico da seleção faz questão de elogiar Neymar ao mesmo tempo em que aponta o jogo coletivo do time como principal arma no Mundial da Rússia. Willian, 29, e Gabriel Jesus, 21, que ainda não fizeram gols no torneio, são citados como exemplos de jogadores que se sacrificam em prol da equipe.
O camisa 19, que joga aberto pela direita e é considerado um ponta, tem a função tática de ajudar Fagner na marcação. O meio-campista Paulinho é outro que contribui na composição tática defensiva.
Contra o México, nas oitavas de final, Willian foi um dos melhores em campo. Além de ajudar taticamente, fez a jogada individual no último terço do campo que terminou com o primeiro gol marcado pelo próprio Neymar.
Jesus ganhou importância para Tite por outras funções que exerce no campo, além da de colocar a bola no fundo do gol. “Artilheiro vive de fazer um grande jogo”, afirmou.
Contra a Sérvia, o camisa 9 puxou a marcação e viu Paulinho se aproveitar do espaço criado para marcar o seu. No último jogo, contra o México, ajudou a equipe na marcação.
Foi quando liberou os outros atacantes para jogarem mais avançados. Tanto é assim que o segundo gol contra os mexicanos saiu em uma arrancada de Neymar e conclusão de Firmino, que entrou no lugar de Willian. Tite vê até o camisa 10 e principal astro do time como uma peça na engrenagem coletiva da equipe.
“Neymar está em altíssimo nível de novo, e mais do que isso. Não é só com bola e em dribles, há ações de transições defensivas, vocês verão como ele tem participado em termos coletivos. Retomada de posse de bola, ocupação de espaços, até desarme, que não é a característica, e nem quero que atacante desarme, mas o senso de equipe que ele vem desenvolvendo”, afirmou o técnico.
FOLHAPRESS
Fonte: Blog do BG
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