13 de jul. de 2013 - Por bruno
Um olhar mais apurado sobre a pesquisa ABIH encomendada à Consult enxerga além das estatísticas.
As constatações e contrastes revelam que, por um lado, o potiguar acredita no potencial da atividade turística, mas também aponta falhas e omissões do pode público. Por outro, isso pode ser capitalizado em favor do trade turístico.
A impressão extraída é que a maioria dos 800 entrevistados deu capital político ao trade para cobrar mais firmemente do poder público ações no sentido de incentivar o desenvolvimento do setor.
E não tenham dúvidas de que a pesquisa de ontem deverá ser utilizada nas eleições de 2014 contra o Governo do Estado, um dos mais mal avaliados nos critérios de políticas de fomento.
Como o trade vai utilizar esse capital político ainda é uma incógnita. Arrisco dizer que os governantes de plantão, que já tinham ciência do poderio econômico, estão mais irrequietos ao saberem que na política o grupo também pode interferir, para o bem ou para o mal.
Os números, contraditoriamente, revelam ainda outra coisa: se por um lado o entrevistado reconheceu a importância e bem avaliou a rede hoteleira do estado e da capital; por outro, ele mesmo não sabe que pode usufruir desses equipamentos sem precisar ser hóspedes dos hotéis. Nesse ponto, acredito que falta mais divulgação não do poder público, mas da própria ABIH.
De acordo com o levantamento, 40% dos entrevistados têm conhecimento e aproveitam as áreas de lazer dos hotéis sem precisar ser hóspoder. Mas 30% não sabiam e outros 29% têm conhecimento, mas usa pouco.
O levantamento, por fim, dá munição para que o poder público olhe que ações deveriam ser contempladas para se afinar às impressões da opinião pública, detentora de um negócio chamado voto, que muito interessa a quem se manter no poder.
Fonte: Blog do BG
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