06 de ago. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Os contornos que os protestos em Natal tomaram suscitam uma intervenção imediata das autoridades, alijadas de seu poder de interferir sob o argumento de que o direito à livre manifestação do pensamento não pode ser regulamentada.
Sim, não pode, mas também acreditava-se que o que a cidade assistiu quando da invasão da prefeitura por um grupo de permissionários tivesse deixado algumas lições, o que se vê que não aconteceu.
Ontem, Natal foi paralisada em dois momentos diferentes por motivos adversos e com proporções semelhantes quando paramos para analisar os estragos causados a uma maioria que se viu impotente, refém de um protesto de um poucos.
Num primeiro momento, assistimos à paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus. A ação se justifica: cobrar por segurança pública é um pleito cujos resultados se estendem não só a esses trabalhadores. Afinal, vamos convir que mais polícia na rua implica em mais segurança, ande você de ônibus ou não.
Ainda assim, esse protesto repetiu uma característica do anterior: foi pensado para prejudicar a população na medida em que não houve aviso prévio sobre tal ato. Quem se viu dependente do serviço, sofreu os prejuízos ao não ter como se locomover. Varias empresas passaram a manha parada.
Mas nada se comparou à completa falta de bom senso que vimos ontem no final da tarde no cruzamento das Avenidas Bernardo Vieira com Prudente de Morais, onde um grupo de divulgadores do Telexfree se viu no direito de impor à cidade dificuldades de mobilidade em nome de uma causa individual que nada tem a ver com a coletividade.
Dispenso comentar jocosamente o protesto embora os manifestantes do Telexfree tenha dado munição a quem quiser para serem achincalhados. É preciso que o poder público não se omita diante de casos como esses. Já passou da hora de intervir. É inadmissível dois tratamentos para o vandalismo – há outro nome para quem depreda o direito constitucional de ir e vi?
Fonte: Blog do BG
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