11 de abr. de 2015 - Por bruno

Foto: Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que seu país “não será prisioneiro do passado” em sua relação com Cuba nem com a região. A declaração se deu em discurso na Cúpula das Américas, que acontece no Panamá, e que mais cedo teve a presidente brasileira Dilma Rousseff elogiando a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba. Obama disse ainda que pretende continuar o diálogo bilateral entre seu governo e o de Raúl Castro, apesar das “diferenças” entre os dois países. “Os Estados Unidos olham para o futuro”, afirmou.
Obama disse que a aproximação entre EUA e Cuba marca um “ponto de inflexão” para toda a região e qualificou a cúpula — na qual estão presentes os 35 países do continente americano, inclusive Cuba, pela primeira vez — de “momento histórico”. “A Guerra Fria já terminou”, disse o presidente americano, de forma taxativa. “Não estou interessado em disputas que francamente começaram antes de eu nascer”, acrescentou, para dizer que o que pretende é “resolver problemas”, trabalhando e cooperando com toda a região. Obama continuou afirmando que o “giro” da política americana em relação a Cuba “aprofunda o compromisso” dos Estados Unidos com toda a região. Disse ainda que, desde que chegou à Casa Branca em 2009, a sua proposta foi a de manter uma relação de “parceria” com o continente.
Em seu discurso, Obama respondeu diretamente às acusações do presidente equatoriano, Rafael Correa, que minutos antes que ele denunciou na plenária que os EUA “continuam com intervenções ilegais” na América Latina, e que chegou a “hora para a segunda e definitiva independência” da região.
Segundo Correa, o intervencionismo de Washington se revela com ações como a ordem executiva com a qual Obama declarou a situação na Venezuela uma “ameaça”, ou com o pedido de funcionários americanos perante o Congresso desse país de recursos para “defender a liberdade de expressão” em Cuba, Venezuela, Equador e Nicarágua.
Em resposta, Obama admitiu que no passado a política de direitos humanos dos EUA nem sempre foi acertada, mas que atualmente seu país não tem interesse em “imiscuir-se” quando denuncia determinadas situações que não considera justas, mas faz isso porque considera que é “o correto”.
“Não estamos preocupados com ideologias, pelo menos não eu”, ressaltou Obama.
(Veja e agência EFE)
Fonte: Blog do BG
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