23 de fev. de 2016 - Por bruno
Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, mantida pelo Governo do RN, foi uma das grandes convidadas do II Gramado in Concert, realizado na cidade gaúcho entre os 12 e 21 de fevereiro.
Com 13 representantes na Serra Gaúcha, a camerata do grupo tocou junto à Orquestra Sinfônica do Sul do Arizona e seus integrantes ainda tiveram a oportunidade de participar das oficinas oferecidas gratuitamente pelo evento. “Viemos a convite do diretor artístico Linus Lerner e, já que estamos aqui, é um grande presente poder participar das oficinas. Até para mim, um profissional com mais de 30 anos de carreira, é fantástico assistir às aulas de professores de alto nível. A experiência nos desperta novas coisas, tira vícios e nos faz crescer”, conta o coordenador da Orquestra Luis Antônio de Paiva.
Democratização
A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte segue a mesma proposta do Gramado in Concert de democratizar o acesso à música erudita. Em Natal, o grupo realiza mensalmente três tipos de apresentação: um concerto oficial em teatro, um popular aberto ao público nas ruas e outro didático para as escolas.
“Temos que tirar o gênero das quatro paredes e desmistificar a sua elitização. É fácil perceber o encantamento das pessoas quando elas entram em contato com a música erudita. O que acontece é que a falta de acesso cria essa barreira, e é um compromisso da nossa Orquestra quebrá-la. Que bom que temos no Gramado in Concert mais uma parceria para essa missão!”, comemora Paiva, o primeiro coordenador da Orquestra escolhido pelos próprios músicos. Ele não esconde a sua alegria ao ver todas as apresentações do Gramado in Concert com grande público. “Já teve sol e chuva, lugar aberto e fechado, e mesmo assim o público sempre compareceu em peso, o que só comprova a necessidade de um evento como esse”, aponta.
Clima
Violista apaixonado pelo “som espiritual” e pelo “timbre aveludado” do instrumento, o músico tocou pela primeira vez em Gramado, uma cidade que, para ele, se tornará um ícone no cenário da música erudita. “Estávamos carentes dessa representatividade musical aqui na região sul, e as mudanças de clima também são importantes para os músicos. Viemos do Nordeste, do calor, e aqui o clima já é mais ameno. Isso afeta o resultado, já que, se vamos tocar em uma noite mais fria, precisamos eventualmente aquecer os dedos, fazer toda uma preparação física diferente, sem falar das positivas mudanças de espírito quando tocamos em uma outra geografia”, avalia o coordenador.
Uma realização da Fundação Cultural José Augusto, a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte é mantida pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte e conta com apoio da Cosern (através do incentivo da lei estadual Câmara Cascudo), da Unimed (lei municipal Djalma Maranhão) e apoio direto do Cemitério Morada da Paz.
Fonte: Blog do BG
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