21 de abr. de 2025 - Por Rodrigo Freire
Desde 7 de dezembro de 2024, quando ocorreu o último consistório, o Colégio Cardinalício é composto por 252 membros, dos quais 135 eleitores e 117 não eleitores. Em dez reuniões do gênero, o papa Francisco – que morreu nesta segunda-feira, 21 – nomeou 150 cardeais. Na prática, apenas 2 em cada dez eleitores não devem seu título ao pontífice argentino, o que deve influenciar fortemente sua sucessão.
Hoje, 108 dos futuros eleitores do conclave foram escolhidos pelo papa Francisco, 22 por Bento XVI e apenas 5 por João Paulo II. No Conclave que elege o próximo pontífice nem todos os cardeais participam, somente os eleitores, aqueles com menos de 80 anos de idade, incluindo sete brasileiros.
Desde 2013, quando os cardeais eleitores da Europa representavam 56% do total, Francisco buscou as chamadas “periferias” da Igreja, com foco sobretudo em África, Ásia e Oceania – então com 22 cardeais eleitores na soma dos três continentes.
Agora, a Europa tem 53 (39%) dos votantes (alguns dos quais com responsabilidades eclesiais noutros continentes), a América tem 37 (17 da América do Sul), a Ásia tem 23, África tem 18 e a Oceania tem 4. Só no último consistório, em dezembro, foram 11 europeus, dos quais 5 italianos; 6 do continente americano, dos quais 5 sul-americanos, 3 asiáticos e um africano.
Francisco ainda ampliou o grupo de eleitores, que havia sido definido em 120 por Paulo VI em 1970. Foi esse papa também quem definiu a idade de 80 anos para eleitores, o que permitiu a Francisco ampliar esse colégio. Para se ter ideia, 15 membros do Colégio de Cardeais fizeram 80 anos no ano passado, perdendo assim a condição de participar de um futuro conclave.
Os cardeais brasileiros
Estadão Conteúdo
Fonte: Blog do BG
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