13 de abr. de 2016 - Por bruno
Um dos projetos prioritários do setor de Manejo Ambiental do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte para 2016 é a recuperação da duna que fica localizada no bairro Cidade Nova, região Oeste de Natal. A primeira área a ser recuperada está dentro dos limites da Unidade de Conservação Municipal, possui 1.600 metros quadrados e é bastante utilizada como trilha natural pelos visitantes que não querem fazer uso da escadaria.
A execução do projeto deve durar cerca de dois anos até a recuperação total e conta com a colaboração de vários parceiros como a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), por exemplo, que doou palhas de coqueiros para ajudar na estabilização. “O projeto todo envolve estabilização, plantio e irrigação e será desenvolvido em várias etapas que serão executadas pela equipe de manejo e, em algumas etapas, vai contar com a parceria da Emparn, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entre outros”, destaca Uilton Campos, chefe do Setor de Manejo Ambiental do Parque da Cidade. As principais ações serão desenvolvidas até o final de julho, período chuvoso na região Nordeste.
A intervenção é necessária para impedir a total erosão da duna e, consequentemente, a obstrução da trilha natural. Estão sendo utilizadas, além das palhas de coqueiros, tapumes e estacas para segurar a areia até que o plantio das espécies nativas esteja consolidado na área tratada. “O Parque da Cidade tem áreas que foram degradadas pela ação do homem enquanto esteve fechado, mas são passiveis de recuperação. A nossa meta é recuperar essa área inicial, e com alto risco de degradação, em dois anos e, aos poucos, vamos recuperar todas as áreas que pertencem ao Parque da Cidade”, explica o gestor da Unidade de Conservação, Carlos da Hora.
Para o replantio, o Setor de Manejo Ambiental utiliza capim e outras espécies nativas daquela região, que se fixam melhor nas dunas. “Outro projeto em andamento é o do Viveiro de Espécies Nativas que vai ajudar na produção de mudas para replantio no próprio Parque e também será utilizado como um dos atrativos pelo Centro de Educação Ambiental nas visitas de estudantes e suas escolas, já que temos espécies remanescentes da Mata Atlântica e algumas com características do Cerrado e da Caatinga”, destaca Carlos da Hora.
Fonte: Blog do BG
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