19 de abr. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou os sindicatos dos trabalhadores da Petrobras para discutir uma paralisação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A entidade, que é ligada à CUT, alega que a saída de Dilma ameaça direitos trabalhistas e pode representar “a entrega do pré-sal para as multinacionais”.
“Os parlamentares que atentam contra a democracia são os mesmos que atacam o cidadão brasileiro com projetos que podem fazer o nosso país retroceder décadas em relação aos direitos humanos, sociais e trabalhistas. São os mesmos que se articulam para privatizar a Petrobras e para acabar com o sistema de partilha do pré-sal”, diz a entidade, em nota.
Instituído pelo governo Lula, o sistema de partilha do pré-sal garante à Petrobras exclusividade na operação das maiores reservas brasileiras de petróleo, com uma fatia mínima de 30% nos consórcios. Hoje, um projeto do senador José Serra (PSDB-SP) para por fim à exclusividade tramita na Câmara, após ter sido aprovado no Senado.
O documento “Uma ponte para o futuro”, lançado pelo PMDB como uma espécie de programa de governo, vai além e propõe o retorno do modelo de concessões no setor de petróleo, com direito de preferência da Petrobras.
A FUP solicitou aos 12 sindicatos associados para debater a proposta de uma greve unificada com outras categorias para questionar o processo de impeachment.
No ano passado, os petroleiros realizaram uma greve de 23 dias, com paradas na produção, que teve como principais reivindicações a manutenção de direitos trabalhistas e o questionamento ao plano de venda de ativos da Petrobras.
“A FUP e seus sindicatos, que sempre estiveram na linha de frente de combate ao retrocesso, continuarão na luta, junto com os movimentos sociais e sindicais para barrar a aprovação do impeachment no Senado e impedir o desmonte de direitos que virá no rastro do golpe”, diz a entidade.
Folha Press
Fonte: Blog do BG
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